4 de junho de 2014

Tiananmen: o massacre que não existiu

O que realmente aconteceu há 25 anos na Praça Tiananmen?

Brian Becker


Tradução / Twenty-five years ago today, every U.S. media outlet, along with then President Bush and the U.S. Congress were whipping up a full scale frenzied hysteria and attack against the Chinese government for what was described as the cold-blooded massacre of many thousands of non-violent “pro-democracy” students who had occupied Tiananmen Square for seven weeks. 

A histeria gerada pelo “massacre” da Praça Tiananmen foi baseada num relato fictício sobre o que realmente aconteceu e isso comprovou-se quando o governo chinês limpou finalmente a praça de manifestantes, em 4 de junho de 1989.

A demonização da China foi muito eficaz. Quase todos os setores da sociedade dos Estados Unidos, incluindo a maior parte da “esquerda”, aceitaram a apresentação imperialista do que lá se passou.

Naquela altura, a versão oficial do governo chinês sobre os acontecimentos foi, de imediato, rotulada de propaganda falsa. A China informou que umas 300 pessoas morreram em confrontos, no dia 4 de junho, e que muitos dos mortos eram soldados do Exército Popular de Libertação (EPL). A China insistiu em que não houve massacre de qualquer estudante na Praça Tiananmen e, de fato, os soldados esvaziaram a Praça de manifestantes sem qualquer disparo. /1

O governo chinês também afirmou que os soldados desarmados, que estavam na Praça Tiananmen nos dois dias anteriores a 4 de junho, foram queimados e linchados e os seus cadáveres pendurados em ônibus. Outros soldados foram incinerados quando os veículos militares foram incendiados com eles lá dentro, pois não se podiam escapar, e muitos outros foram severamente espancados por ataques de turbas violentas.

Essas histórias eram verdadeiras e bem documentadas. Não seria difícil imaginar como o Pentágono e as agências policiais dos Estados Unidos teriam reagido violentamente, se o movimento Occupy, por exemplo, tivesse, de forma idêntica, encurralado com fogo soldados e policiais e os tivessem linchado quando o governo estava a tentar esvaziar os espaços públicos.

Num artigo de 5 de junho de 1989, o Washington Post descreveu como foram organizados os combatentes antigovernamentais em formações de 100 a 150 pessoas. Estavam armados com coquetéis molotov e bastões de ferro para enfrentarem o EPL, cujos soldados, no entanto, estavam desarmados antes do dia 4 de junho.

O que aconteceu na China, que custou a vida aos opositores do governo e aos soldados, em 4 de junho, não foi um massacre de estudantes pacíficos, mas uma batalha entre soldados do EPL e destacamentos armados do chamado movimento pró-democracia.

“Em uma avenida no oeste de Pequim, manifestantes incendiaram todo um comboio militar de mais de 100 caminhões e veículos blindados. Fotos aéreas do incêndio e colunas de fumaça reforçaram poderosamente os argumentos do governo [chinês] de que as tropas foram as vítimas, não os verdugos. Outras fotos mostram cadáveres e manifestantes a disparar com espingardas automáticas contra os soldados, que não ofereciam resistência”, admitiu o Washington Post, numa história que era favorável à oposição e contra o governo, em 12 de junho de 1989. /2

The Wall Street Journal, a principal voz do anti-comunismo, serviu como um líder ao movimento “pró-democracia”. No entanto, a sua cobertura, depois de 04 de junho, reconheceu que muitos “manifestantes radicalizados, alguns agora armados com armas de fogo e veículos apreendidos nos confrontos com os militares” estavam a se preparar para maiores lutas armadas. A reportagem do Wall Street Journal sobre os acontecimentos de 04 de junho retrata um quadro vivo:

“À medida que as colunas de tanques e dezenas de milhares de soldados se aproximaram de Praça Tiananmen, muitas tropas foram atacadas por multidões enfurecidas... Dezenas de soldados foram retirados de caminhões, severamente espancados e deixados a morrer. Numa interseção a oeste da praça, o corpo de um jovem soldado, que havia vencido a morte, foi despido e pendurado de um lado de um ônibus. Outro cadáver de um soldado foi pendurado numa cruz, a leste da praça.” /3

O massacre que não existiu

Nos dias imediatamente após o 4 de junho de 1989, as manchetes, artigos e editoriais do New York Times referem que “milhares” de ativistas pacíficos foram massacrados, quando o exército enviou tanques e soldados para a praça. O número de mortos estimado pelo Times foi de 2.600. Este número foi apresentado como o de estudantes ativistas que foram baleados em Praça Tiananmen. Quase todos os meios de comunicação dos Estados Unidos relataram “muitos milhares” de mortos. Muitos deles disseram que cerca de 8.000 tinham sido sacrificados.

Tim Russert, chefe do departamento de Washington da NBC, que aparece mais tarde no programa Meet the Press, disse que “dezenas de milhares” morreram na Praça Tiananmen. /4

A versão ficcional do “massacre” foi mais tarde corrigida, mas pouco, pelos jornalistas ocidentais que tinham participado nas fabricações e estavam dispostos a retocar o registo para poderem dizer que fizeram “correções”. Mas, então, já era demasiado tarde e eles também o sabiam. A consciência do público já tinha sido formada. A falsa história converteu-se no discurso dominante. Haviam massacrado os fatos com sucesso, para os ajustar às necessidades políticas do governo dos Estados Unidos.

“Naquela noite, a maioria das centenas de jornalistas estrangeiros, inclusive eu, estavam em outras partes da cidade ou foram retirados da praça para que não pudessem testemunhar o último capítulo da história dos estudantes. Os que tentaram ficar perto dos dramáticos acontecimentos são aqueles que, em alguns casos, reforçaram o mito de um massacre de estudantes”, escreveu Jay Mathews, primeiro chefe do escritório do Washington Post, em Pequim, num artigo de 1998, no Columbia Journalism Review.

O artigo de Mathews, que inclui a sua própria admissão de usar a terminologia do massacre da Praça Tiananmen, veio nove anos depois dos fatos e reconheceu que as correções posteriores tiveram pouco impacto.

“Os acontecimentos da Praça Tiananmen são conhecidos há muito tempo. Quando Clinton visitou a praça, em junho deste ano, o diário The Washington Post e o The New York Times explicaram que ninguém morreu ali [na Praça de Tiananmen] durante a repressão de 1989. Mas foi uma breve explicação, depois de muitos e longos artigos. Duvido que eles tenham feito muito para acabar com o mito”. /5

Na época todos os relatórios sobre o massacre dos estudantes diziam basicamente a mesma coisa e, assim, parecia que eles deveriam ser verdadeiros. Mas esses relatórios não foram baseadas em depoimentos de testemunhas oculares.

O que realmente aconteceu

Nas sete semanas anteriores a 4 de junho, o governo chinês conteve-se extraordinariamente para não enfrentar aqueles que paralisaram a zona central da capital da China. O Primeiro-ministro reuniu-se diretamente com os líderes do protesto e a reunião foi transmitida pela televisão nacional. Tal não distendeu a situação, antes encorajou os líderes do protesto, que sabiam que tinham o apoio total dos Estados Unidos.

Os líderes do protesto erigiram uma enorme estátua, que se parecia com a Estátua da Liberdade dos Estados Unidos, no meio da Praça Tiananmen. Estavam a indicar a todo o mundo que as suas simpatias políticas eram com os países capitalistas e, em particular, com os Estados Unidos. Proclamaram que continuariam os protestos até que o governo fosse derrubado.

Sem um final à vista, a liderança chinesa decidiu pôr fim aos protestos, esvaziando a Praça Tiananmen. As tropas entraram na praça desarmadas a 2 de junho e muitos soldados foram espancados, alguns foram assassinados e os seus veículos militares incendiados.

Em 4 de junho, o EPL entrou de novo na praça, com armas. De acordo com as informações dos meios de comunicação dos Estados Unidos da época foi então que os soldados do EPL, com metralhadoras, balearam os protestos pacíficos de estudantes, num massacre de milhares de pessoas.

A China disse que os relatórios do “massacre” na Praça Tiananmen foram uma invenção criada pelos meios de comunicação ocidentais e pelos líderes do protesto, que se serviram daqueles disponíveis meios como uma plataforma para uma campanha de propaganda internacional, no interesse de ambos.

Em 12 de junho de 1989, oito dias após o confronto, o New York Times publicou um “exaustivo” relatório, mas, na verdade, totalmente fabricado por um estudante chamado Wen Wei Po, de testemunhas presenciais do massacre da Praça Tiananmen. Estava cheio de relatos detalhados da brutalidade, assassinatos em massa e heroicas batalhas de rua. Disse que havia metralhadoras do EPL no telhado do Museu da Revolução, com vista para a praça, onde os estudantes foram baleados. Este relatório foi acolhido, em todo o lado, pelos meios de comunicação dos Estados Unidos. /6

Embora tratado como o evangelho e uma prova irrefutável de que a China estava a mentir, o relatório de 12 de Junho da “testemunha” Wen Wei Po era tão exagerado e era tão provável que desacreditasse o New York Times na China, que o correspondente do Times em Pequim, Nicholas Kristoff, que serviu como porta-voz dos manifestantes, pôs em causa os pontos principais do artigo.

Kristoff escreveu num artigo de 13 de junho: “A questão do local onde houve tiroteio é importante, devido à afirmação do Governo de que ninguém foi baleado na Praça Tiananmen. A televisão estatal mostrou mesmo o vídeo dos estudantes a sair pacificamente da praça pouco depois do amanhecer, como prova de que não foram abatidos.”

“O quadro central do artigo da [testemunha] é de tropas a metralhar estudantes desarmados reunidos em torno do Monumento aos Heróis do Povo, no centro da Praça Tiananmen. Várias outras testemunhas, tanto chinesas como estrangeiras, dizem que isto não aconteceu”, escreveu Kristoff.

“Tão-pouco há evidências de posições de metralhadoras no telhado do museu de história, que foram relatadas no artigo Wen Wei Po. Este repórter foi direto à zona do museu e não viu ali metralhadoras. Outros jornalistas e testemunhas nos arredores também não conseguiram vê-las.”

“O tema central do artigo de Wen Wei Po era o de que as tropas espancaram e, posteriormente, os estudantes foram metralhados, na zona em torno do monumento e que uma linha de veículos blindados lhes cortou a retirada. Porém, as testemunhas dizem que os veículos blindados não cercaram o monumento – ficaram no extremo norte da praça – e que as tropas não atacaram os estudantes agrupados em torno do mesmo. Vários jornalistas estrangeiros estavam também perto do monumento essa noite e não se sabe de nenhum que tenha relatado que os estudantes foram aí atacados”, escreveu Kristoff no artigo de 13 junho de 1989.

A versão do governo chinês reconhece que houve combates de rua e confrontos armados em bairros vizinhos. Dizem que, nessa noite, morreram cerca de trezentas pessoas, incluindo muitos soldados, mortos com disparos, coquetéis molotov e espancamentos. No entanto, insistiram em que não houve nenhum massacre. Kristoff também diz que houve confrontos em várias ruas, mas refuta a informação da “testemunha” sobre um massacre de estudantes na Praça Tiananmen,

“... Em vez disso, os estudantes e uma cantora pop, Hou Dejian, negociaram com os soldados e decidiram sair da praça de madrugada, entre as 5 e as 6 horas. Os estudantes saíram todos juntos. A Televisão chinesa mostrou os estudantes a sair da praça de forma pacífica até ficar vazia.”

Tentativa de contrarrevolução na China

Na verdade, o governo dos Estados Unidos tinha-se envolvido ativamente na promoção dos protestos “pró-democracia”, através de uma extensa campanha, bem financiada, coordenada a nível internacional com a máquina de propaganda que lança rumores, meias-verdades e mentiras, desde o momento em que os protestos começaram, em meados de abril de 1989.

O objetivo do governo dos Estados Unidos foi o de realizar uma mudança de regime na China e derrubar o Partido Comunista da China, o partido no poder desde a revolução de 1949. Dado que muitos ativistas no movimento progressista de hoje não estavam vivos ou eram crianças na momento do incidente da Praça Tiananmen, em 1989, o melhor exemplo recente de como funciona uma operação imperialista de mudança e desestabilização de regime é revelado na recente queda do governo ucraniano. Os protestos pacíficos no centro da praça recebem apoio internacional, o financiamento e apoio dos meios de comunicação dos Estados Unidos e das potências ocidentais; depois, entra em cena a liderança dos grupos armados, que são aclamados como combatentes da liberdade pelo Wall Street Journal, a Fox News e outros meios de comunicação; e, finalmente, o governo direcionado pela CIA para ser derrubado será totalmente demonizado se utiliza a polícia ou o exército.

No caso dos protestos “pró-democracia” na China, em 1989, o governo dos Estados Unidos tentou criar uma guerra civil. A Voz da América aumentou as suas emissões em chinês para 11 horas diárias e direcionou a transmissão “diretamente para 2.000 antenas parabólicas na China, na sua maioria operadas pelo Exército Popular de Libertação” (New York Times, 09 de junho de 1989). /8

As transmissões da Voz da América para as unidades do EPL estavam cheias de relatos de que algumas unidades do EPL estavam a disparar contra outras, e de que diferentes unidades eram leais aos manifestantes e outras estavam com o governo.

A Voz da América e os meios de comunicação dos Estados Unidos trataram de criar a confusão e o pânico entre os partidários do governo. E, precisamente, antes de 4 de junho, quando foi noticiado que o primeiro-ministro da China, Li Peng, havia sido baleado e que Deng Xiaoping estava à beira da morte.

A maioria no governo dos Estados Unidos e nos meios de comunicação esperava que o governo chinês fosse derrubado pelas forças políticas pró-ocidentais, como estava a começar a acontecer naquela altura (1988-1991) com a queda de governos socialistas em toda a Europa central e oriental, após a introdução reformas pró-capitalistas por Gorbatchev na União Soviética em 1991.

Na China, o movimento de protesto “pró-democracia” foi liderado pelos estudantes privilegiados, bem relacionados com as universidades de elite, que pediam expressamente a substituição do capitalismo pelo socialismo. Os líderes estavam especialmente ligados aos Estados Unidos. No entanto, outros milhares de estudantes que participaram nos protestos estavam na praça porque tinham motivos de queixa contra o governo.

Porém, a liderança imperialista, ligada ao movimento, tinha um plano explícito para derrubar o governo. Chai Ling, que foi reconhecido como o líder máximo dos estudantes, deu uma entrevista aos jornalistas ocidentais, na véspera de 4 de junho, em que reconhecia que o objetivo dos dirigentes era levar a população a uma luta para derrubar o Partido Comunista da China, o que só seria possível, explicou, se pudessem provocar com êxito o governo para que este atacasse com violência as manifestações. Essa entrevista foi ao ar no filme o “Portão da Paz Celestial”. Chai Ling também explicou por que não podiam dizer ao resto dos manifestantes estudantis os efetivos planos dos líderes.

“A busca da riqueza é parte do impulso para a democracia”, explicou outro dos líderes estudantis, Wang Dan, numa entrevista ao Washington Post, em 1993, no quarto aniversário dos incidentes. Wang Dan esteve em todos os meios de comunicação dos Estados Unidos, antes e depois destes incidentes da Praça da Paz Celetial. Era conhecido por explicar porque é que os elitistas líderes estudantis não queriam que os trabalhadores chineses se unissem ao seu movimento. Afirmou que “o movimento não está pronto para a  participação dos trabalhadores, porque a democracia deve primeiro ser absorvida pelos estudantes e os intelectuais, antes que possa influenciar os demais”. /9

Vinte e cinco anos mais tarde

A medida tomada pelo governo chinês para dispersar o chamado movimento pró-democracia, em 1989, foi recebida com amarga frustração dentro da classe política dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos, ao princípio, impuseram sanções econômicas à China, mas o seu impacto foi mínimo, e a classe política de Washington e os bancos de Wall Street deram-se conta de que as empresas e os bancos norte-americanos seriam os grandes perdedores, na década de 1990, se se fosse isolar completamente China, quando a China estava a abrir ainda mais o seu mercado de trabalho e as matérias-primas nacionais ao investimento direto de empresas ocidentais. Os grandes bancos e as empresas colocam em primeiro lugar as suas próprias margens de lucro, e os políticos de Washington seguiram o exemplo da classe multimilionária sobre esta questão.

Mas a questão da contrarrevolução na China levantará de novo a cabeça. As reformas econômicas lançadas após a morte de Mao abriram o país ao investimento estrangeiro. Esta estratégia de desenvolvimento foi projetada para superar rapidamente o legado de pobreza e o desenvolvimento insuficiente em tecnologia estrangeira importada. Em troca, as corporações ocidentais receberam mega lucros. A liderança pós-Mao no Partido Comunista calculou que a estratégia beneficiaria a China, em virtude de uma rápida transferência de tecnologia do mundo imperialista para a China. E, de fato, a China fez grandes progressos econômicos. Mas, além de desenvolvimento econômico, também desenvolveu uma grande classe capitalista na China e uma parte importante dessa classe e os seus filhos estão a ser cortejados por todo o tipo de instituições financiadas pelo governo dos Estados Unidos – as instituições financeiras e os centros acadêmicos dos Estados Unidos.

O Partido Comunista da China divide-se também em facções e tendências pró-americanas e pró-socialistas.

Hoje, o governo dos Estados Unidos está cada vez mais a aplicar pressão militar sobre a China. Está a acelerar-se a luta contra a ascensão da China ao consolidar novas alianças militares e estratégicas com outros países asiáticos. Também esperam que, com uma pressão suficiente sobre alguns membros da liderança chinesa, que são a favor do abandono da Coreia do Norte, se possa obter algo.

Se a contrarrevolução tivesse êxito na China, as consequências seriam catastróficas para o povo chinês e o país. Na China aconteceria o que aconteceu na União Soviética, quando foi derrubado o Partido Comunista da União Soviética. O mesmo destino teve a ex-Jugoslávia. A contrarrevolução e o desmembramento da China trariam um retrocesso a toda a velocidade. Seria travar o espetacular ascenso pacífico da China, vinda do subdesenvolvimento. Durante décadas, produziu-se um debate sério dentro do institucionalismo da política externa dos Estados Unidos sobre o desmembramento da China, o que enfraqueceria a China como nação e permitiria aos Estados Unidos e às potências ocidentais apoderar-se das suas partes mais lucrativas. Este é precisamente o cenário que a China apresentava no seu século de humilhação, quando as potências capitalistas ocidentais dominaram o país. /10

A revolução chinesa passou por muitos estágios, vitórias, recuos e retrocessos. As suas contradições são inumeráveis. No entanto, continua aí. No confronto entre o imperialismo mundial e a República Popular da China, os progressistas devem saber qual a sua posição – e não é a de estar à margem do problema.

Notas

1/ Jim Abrams, “Rival military units battle in Beijing,” Associated Press, June 6, 1989.

2/ John Burgess, “Images Vilify Protesters; Chinese Launch Propaganda Campaign,” Washington Post, June 12, 1989.

3/ James P. Sterba, Adi Ignatius and Robert S. Greenberger, “Class Struggle: China’s Harsh Actions Threaten to Set Back 10-Year Reform Drive — Suspicions of Westernization Are Ascendant, and Army Has a Political Role Again — A Movement Unlikely to Die,” Wall Street Journal, June 5, 1989.

4/ Jay Mathews, “The Myth of Tiananmen and the Price of a Passive Press,” Columbia Journalism Review September/October 1998.

5/ Mathews, ibid.

6/ Wen Wei Po, “Turmoil in China; Student Tells the Tiananmen Story: And Then, 'Machine Guns Erupted'“ New York Times, June 12, 1989.

7/ Nicholas Kristof, “Turmoil in China; Tiananmen Crackdown: Student's Account Questioned on Major Points,” New York Times, June 13, 1989.

8/ ”Voice of America Beams TV Signals to China,” New York Times, June 9, 1989.

9/ Lena Sun, “A Radical Transformation 4 Years After Tiananmen,” Washington Post, June 6, 1993.

10/ “PSL Resolution: For the defense of China against counterrevolution, imperialist intervention and dismemberment,” China: Revolution and counterrevolution, PSL Publications, 2008.

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