10 de novembro de 2014

George W. Bush: "Não me arrependo de fazer a guerra contra o Iraque"

Em entrevista a CBS, o ex-presidente diz que invasão de 2003 - apesar de centenas de milhares de mortos e o conflito regional desencadeado pela escolha da guerra - era a "decisão certa"

Sarah Lazare


George W. Bush não se arrepende de ter tomado a decisão de invadir o Iraque em 2003, defendendo, inclusive, mais guerras como resposta ao crescimento do grupo militante do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Em uma entrevista que foi ao ar no último domingo (9), o ex-presidente de dois mandatos, disse à CBS News que “acreditava que foi uma decisão correta [invadir o Iraque]”.

“Meu arrependimento é que um grupo de pessoas violentas surgiu novamente”, continuou Bush. “Isso é maior que a Al Qaeda, eles precisam ser derrotados. E eu espero que nós consigamos. Espero que a estratégia funcione”.

Bush reiterou sua desacreditada justificativa para a invasão inicial. “Eu fui até lá por conta de um resultado que um ambiente muito modificado desde o 11 de Setembro”, ele disse. “E o perigo pelo qual estávamos preocupados, que era que armas caíssem nas mãos de grupos terroristas e que com elas, fizessem atacas que tornariam o 11 de Setembro insignificante”.

De acordo com um estudo de 2008, pelo Center of Public Integrity¸ nos dois anos seguintes ao 11 de setembro, Bush e seus conselheiros do alto escalão disseram, pelo menos, 935 mentiras documentadas sobre os riscos de segurança que o Iraque representava sob Saddam Hussein.

A questão das armas de destruição em massa não foi seriamente desafiada na entrevista, o que fez com que críticos classificassem a entrevista como uma plataforma para a promoção de seu novo livro e o legado da família Bush.

Na entrevista, Bush indicou que existe uma chance de 50% de que seu irmão, Jeb Bush, se candidate à presidência em 2016, levantando o espectro de uma terceira presidência Bush.

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