29 de julho de 2014

OTAN em ofensiva global

Manlio Dinucci


Tradução / Nada de férias mas sim de muito trabalho. Estava-se em preparações para a cúpula dos chefes de estado de quando da sua realização em Newport, no País de Gales, onde foram então fixadas as diretivas da adaptação estratégica para ação em sistema “Anti-Rússia”. Como dito pelo general americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados na Europa, isso deveria custar dinheiro, tempo e muito esforço, mas agora o trabalho já tinha sido iniciado. Na Ucrânia, enquanto a OTAN intensificava o treinamento das forças armadas de Kiev, financiado por Washington a custo de $33 milhões de dólares, foram sendo reativados três aeroportos militares na região sul a serem utilizados pelos caças de bombardeio da aliança. Na Polônia exercícios com paraquedistas americanos, polacos e da Estônia foram imediatamente realizados de quando o C-130J voltou da base de Ramstein na Alemanha. Com a participação da Hungria, Romênia e Lituânia estiveram em curso operações militares da OTAN com radares tipo AWAC, caças F-16, e navios de guerra no Mar Negro. Na Geórgia, onde tinha chegado uma delegação da Assembleia Parlamentar da OTAN para acelerar o ingresso da mesma na aliança, as tropas voltando do Afeganistão foram sendo retreinadas por instrutores dos Estados Unidos para operar no Cáucaso. No Azerbaidjão, no Tadjiquistão e na Armênia grupos escolhidos foram sendo treinados para operar abaixo do comando da OTAN, da qual os respectivos quartéis generais já estão oficialmente presentes nesses países. No Afeganistão a OTAN esteve convertendo a guerra transformando-a numa série de “operações encobertas”.

A “Organização do Tratado Norte Atlântico” depois de ter sido estendida a Europa Oriental, no território da ex-União Soviética, e à Ásia Central, está agora encaminhando-se a outras regiões. Na África, depois de ter demolido a Líbia, na guerra de 2011, a OTAN estipulou, muito apressadamente, em Addis Abeba, um acordo que reforça a assistência militar dada a União Africana [Kaddafi deveria ficar desesperado com uma tal infâmia] e isso muito especialmente em relação a formação e treinamento das brigadas das Forças Africanas de Ação Imediata– African Standby Force. Essas forças deverão então também dar “planejamento e transporte aero-naval. Há também aqui ordens a respeito da tomada de decisões quanto a onde e como empregar essas forças. Um outro instrumento da OTAN é a sua operação “anti-pirataria”, a denominada Ocean Shield, ou seja, Proteção Oceânica, na qual o Oceano Índico e o Golfo de Aden são estrategicamente muito importantes. Nas operações conduzidas em coordenação com o Comando Africano dos Estados Unidos participaram navios de guerra italianos que tinham também a tarefa de estreitar laços com as forças dos países costeiros da região. Com essa finalidade o caça-torpedeiro lança-mísseis “Mimbelli” fez também uma escala no porto de Dar Es Salaam na Tanzânia. Na América Latina a OTAN já tinha estipulado, em 2013, um “Acordo de Segurança” com a Colômbia, que apesar de já estar empenhada em programas militares da aliança, não deverá ainda tão cedo ser considerada como associada. Nesse contexto o Comando Sul dos Estados Unidos esteve tendo no país exercícios militares com forças especiais sul e norte-americanas nos quais tomaram parte 700 tropas de comando.

No Pacífico esteve em curso o maior exercício marítimo do mundo. Com que finalidade? Função Anti-China e Anti-Rússia. Nesse participaram, sob o comando dos Estados Unidos, 25.000 militares de 22 países, com 55 navios, e 200 aviões de guerra. A OTAN esteve presente através da marinha dos Estados Unidos, Canadá, Grã Bretanha, França, Holanda e Noruega. A Itália, a Alemanha e a Dinamarca estiveram participando como observadores. A “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN) foi assim estendida até ao Pacífico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário