6 de abril de 2015

Guerra com a Rússia agora muito mais provável

Líder nazista da Ucrânia recebe armas e apoio americano

Eric Zuesse


Reportagem do German Economic News, traduzido e comentado por Eric Zuesse.

Tradução / O exército ucraniano nomeou o ultra-direitista Dmitry Yarosh para o cargo de conselheiro do comando militar. As milícias privadas de Yarosh são agora parte do exército e só obedecem ordens do próprio Yarosh. Assim, os extremistas de ultra-direita receberão acesso às armas norte-americanas e outras armas que chegarão até eles com financiamento dos contribuintes europeus.

A Rússia irá interpretar isso como uma ameaça.

As milícias do “Setor Direita” (Pravy Sektor) na Ucrânia estão agora muito prestigiadas, depois dessa nomeação, que aconteceu domingo, 5/4/2015. O chefe das forças armadas da Ucrânia, general Viktor Muschenko, está, pois, incorporando as milícias nazistoides, de extrema direita, ao exército regular da Ucrânia. Muschenko já anunciou que o exército ucraniano tornou-se um dos mais fortes da Europa. Os soldados desse exército já deram prova de que sabem lutar. [Embora o exército regular da Ucrânia tenha-se saído muito mal nos combates até agora, essas milícias privadas sob comando de Yarosh e de seu amigo, o também nazista Andrey Biletsky, têm enfrentado de igual para igual as forças do Donbass, contra as quais estão em guerra. Mas agora, com a experiência militar dos nazistas e de seus instrutores norte-americanos (o trabalho de treinamento dos instrutores norte-americanos começará dia 20/4/2015, aniversário de Hitler), haverá novidades naquela guerra, que podem levar a resultado inesperado: é mais provável hoje, que antes, que a Rússia decida invadir a Ucrânia, sobretudo porque ambos, Yarosh e Biletsky, sempre sonharam com derrotar a Rússia.]

O exército gostou da “contribuição” das milícias armadas, porque “prestaram destacados serviços na defesa da Ucrânia”. Muzhenko diz que: "Compreendemos que temos de ampliar a eficiência do exército ucraniano em todos os níveis. No momento, consideramos várias questões, como o que fazer para constituir um exército de reserva. Já reunimos todos os patriotas defensores da Ucrânia sob comando único. O inimigo compreende nossa unidade e sabe que fracassará, se atacar. Nosso objetivo comum é uma Ucrânia unida. O exército cresce e se torna mais forte, semana a semana."

Yarossh disse que essa unidade de comando e operações era pré-requisito para o sucesso nos combates vindouros. Os batalhões de voluntários neonazistas do Setor Direita querem também se integrar ao exército ucraniano pela mesma razão.

O Kiev Post noticia que o Setor Direita e outras milícias neonazistas funcionarão como divisões com comando independente, dentro do exército ucraniano – e Yarossh administrará, dirigirá e comandará essas divisões.

Para a Rússia, isso não é uma boa notícia. Até o presente, o Setor Direita tem-se recusado a aceitar os acordos de Minsk. As milícias são consideradas particularmente ideológicas e determinadas a manter os combates contra a Rússia, por todos os meios e custe o que custar. Não se sabe ainda se a integração das milícias de Yarosh ao exército regular da Ucrânia determinará alguma deriva significativa de todo o exército, para a direita.

É muito provável que as novas armas que os EUA entreguem na Ucrânia sejam entregues diretamente a essas milícias neonazistas. Como unidade do exército oficial, difícil, mesmo, será impedir que as armas cheguem aos neonazistas. Também é possível que os neonazistas de Yarosh também recebam armas enviadas por governos da União Europeia e pagas pelos contribuintes europeus. Em 20 de abril de 2015 – aniversário de Hitler! – começam os exercícios de treinamento coordenados pelos EUA, para adestrar para a guerra... batalhões de neonazistas! É quase inacreditável.

Recentemente, o FMI fez novo empréstimo bilionário ao governo de Kiev. Alemanha e União Europeia também fizeram enormes empréstimos à Kiev, dinheiro cujo uso, até agora, a União Europeia não tem meios para fiscalizar. Dentre outras finalidades, esse dinheiro será usado para construir um muro de separação contra a Rússia. [Servirá como barreira terrestre, caso as forças locais do Donbass precisem de assistência do exército russo. O muro isolará os moradores do Donbass e criará condições para um massacre].

Nem os EUA, nem a UE nem o FMI têm manifestado a menor preocupação com o controle cada vez maior da Ucrânia pela extrema direita.

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Comentários adicionais por Eric Zuesse: A inclusão das milícias neonazistas nas forças armadas da Ucrânia não poderia acontecer sem a aprovação prévia do governo de Obama – que é quem governa Kiev. O governo de Kiev é absolutamente manobrado por Obama, que foi quem o pôs no poder, e conta com o Congresso dos EUA para garantir-lhe apoio financeiro. Esse movimento equivale a uma declaração de guerra contra a Rússia, não apenas contra o Donbass — que enfrenta a invasão pelo governo golpista em Kiev desde 9/5/2014.

Em outras palavras: já não há nem vestígio de dúvidas de que Obama quer guerra contra a Rússia. Dmitry Yarosh é oligarca cuja principal obsessão conhecida, de sua vida inteira, sempre foi destruir a Rússia. Retomar a Crimeia e o Donbass são objetivo secundário, para ele.

Esse é o desenrolar do golpe de Obama contra a Ucrânia, em fevereiro de 2014. Tudo, aí, é um pesadelo para os russos. Agora já estão sendo mortalmente ameaçados por Obama e pelo Congresso dos EUA. Mais cedo ou mais tarde, Putin terá de invadir Kiev – a menos que Obama faça reverter a incorporação das milícias neonazistas ao exército ucraniano. A questão passa a ser se a Rússia lançará um primeiro ataque nuclear contra os EUA ou se, em vez disso, esperará que os EUA ataquem primeiro (para atacar em sequência).

Obama é, agora, certamente, o pior presidente da história dos EUA - ainda pior do que George W. Bush. Toda a confrontação que se vê hoje foi gerada e precipitada por Obama, quando ordenou o golpe contra Kiev, em fevereiro de 2014, que foi planejado na Casa Branca, antes de Yanukovich ter rejeitado o projeto de a Ucrânia incorporar-se à UE, naqueles termos em que a incorporação foi oferecida ao país. De fato, a operação-golpe já estava em andamento na primavera de 2013, pelo menos. Foi planejada um ano antes de a Crimeia, ameaçada pelo golpe de Obama de fevereiro de 2014, realizar o plebiscito de 16 de março de 2014, para ser reincorporada à Rússia.

Se Angela Merkel continuar a apoiar Obama em sua campanha de ódio aos russos, o mundo que se prepare para os tempos mais difíceis que jamais conhecemos. A única saída que ainda poderá alterar esse curso de tragédia é Merkel declarar que passa a apoiar Putin; anunciar que a Alemanha deve desligar-se da OTAN e expulsar os soldados norte-americanos acampados em solo alemão. Se não acontecer assim, estamos já em rota para o inferno. E, se se pensa que nada disso é absolutamente necessário do ponto de vista de qualquer interesse legítimo ou não destrutivo, e de seja lá quem for – Rússia, EUA ou UE – vê-se que o livro de Andrew Krieg Presidential Puppetry [Presidentes-fantoches] pode ter muito mais substância e bons argumentos, do que se acredita: Krieg demonstra nesse livro que Obama trabalha como agente da CIA e da aristocracia norte-americana, e desde muito cedo na juventude. Se em 2013, quando surgiu o livro, a ideia já impressionou muita gente, hoje se mostra ainda mais forte.

A questão agora é Merkel: será ela também mais uma neonazi em ação? Será possível que a Alemanha esteja realmente voltando àquilo?! Dessa vez, o alvo primário serão russos, não judeus, mas as consequências serão ainda mais terríveis do que da outra vez.

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