2 de novembro de 2015

Desenho de um mapa do caminho para uma sociedade moderadamente próspera

Wang Wen e Jia Jinjing

China

Pronta para decolar por Zhai Haijun / China.org.cn

Tradução / Construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos, até 2020, é um dos "dois objetivos do centenário" do grande rejuvenescimento da nação chinesa, e também um alvo estratégico para o projeto estratégico conhecido como os "Quatro Compreensivos."

Tudo isso é de grande importância para a realização do Sonho Chinês, e para o grande rejuvenescimento da nação chinesa. Nesse sentido, o 13º Plano Quinquenal, deliberado na recentemente encerrada 5ª sessão plenária do 18º Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), é o primeiro plano quinquenal completo sob o governo do presidente Xi Jinping que fornece um roteiro para todo o país nos próximos cinco anos.

O que queremos dizer com "uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos", e como deve ser alcançado?

Em 2012, o 18º Congresso Nacional do PCC lançou um plano para isso com seis requisitos essenciais: em primeiro lugar, alcançar progressos significativos para a transformação do modo de desenvolvimento econômico; em segundo lugar, a duplicação do PIB de 2010 e da renda per capita dos residentes urbanos e rurais, mantendo um desenvolvimento equilibrado, harmonioso e sustentável; em terceiro lugar, garantir que o progresso tecnológico contribua mais para o crescimento econômico; em quarto lugar, promover desenvolvimento coordenado da industrialização, informatização, urbanização e modernização agrícola; em quinto lugar, basicamente completar o mecanismo de desenvolvimento regional coordenado; e, em sexto lugar, promover reformas, abertura e competitividade internacional mediante o cultivo de novas vantagens para o desenvolvimento econômico da nação.

Essas seis exigências baseiam-se no projeto geral "cinco em um", que mostra a construção de uma economia combinada com avanço político, cultural, social e ecológico. O projeto geral dá mais atenção ao desenvolvimento equilibrado e sustentável e visa a criar melhor ambiente para viver e uma "bela China". Portanto, só quando o atendimento das seis exigências for baseado no projeto geral "cinco em um", podemos dizer que a China torna-se uma sociedade moderadamente próspera.

No período do 13º Plano Quinquenal (2016-2020), o desafio, a situação e as tarefas do desenvolvimento da China serão muito diferentes dos de 2010-2015. Envolve uma transformação, do modo de crescimento econômico tradicional que depende do investimento em larga escala e exportações, para desenvolvimento coordenado entre consumo, investimento e exportação; um movimento para desenvolvimento coordenado das indústrias primária, secundária e terciária, não mais com foco só na indústria secundária; uma transformação, de depender do consumo de recursos produtivos, para progresso tecnológico, com melhora no nível de educação dos trabalhadores e modo inovador de produção.

O principal alvo é adaptar-se ao "novo normal" do desenvolvimento econômico, aprofundar reformas gerais, promover a reforma e a inovação, e encaminhar bem as relações entre governo, sociedade e mercado, de modo a realizar a transformação de acumulação de capital ao total dos fatores produtividade.

No final de 2014, o PIB da China tinha alcançado 63,6 trilhões de yuans (US $ 10 trilhões) com uma taxa média de crescimento de 8 por cento, e um aumento global de 55 por cento a partir de 2010. Embora a economia chinesa tem diminuído um pouco, o objetivo de dobrar o PIB de 2010 em 2020 certamente vai ser realizado.

No entanto, dobrar a renda per capita dos moradores urbanos e rurais vai exigir enfrentar mais dificuldades. A renda per capita dos residentes urbanos aumentou de 36,539 yuan (US $ 5.747,58) em 2010 para 56.339 yuans (US $ 8862.12), em 2014, um aumento de 54 por cento. A partir de 2005, as pensões dos residentes urbanos aumentou uma média de 10 por cento ano-a-ano.

Além dos salários, investimentos e propriedade, a renda dos moradores urbanos também aumentou. Assim, a duplicação da renda per capita dos residentes rurais vai se tornar uma tarefa muito importante nos próximos cinco anos, o que exige uma modernização agrícola, a urbanização e a reforma agrária.

Para dobrar a renda per capita dos moradores urbanos e rurais, devemos confiar pesadamente em inovação. Nos próximos cinco anos, a China vai levar a cabo uma estratégia de desenvolvimento inovador para promover tecnologia, indústria, empresa, mercado, produtos e gestão.

Desenvolvimento coordenado de industrialização, informatização, urbanização e modernização agrícola vai ajudar a resolver o problema do desequilíbrio no desenvolvimento regional a longo prazo. Sob o 13º Plano Quinquenal, o desenvolvimento regional se concentrará em três aspectos: em primeiro lugar, promover a iniciativa "Belt and Road", o Cinturão Econômico do rio Yangtze, e as áreas de desenvolvimento regional Pequim-Tianjin-Hebei; em segundo lugar, o estabelecimento de agregados regionais de cidades e planejamento da integração trans-província; e em terceiro lugar, a construção de zonas econômicas regionais.

Nos próximos cinco anos, a China vai aprofundar a reforma e a abertura, e melhorar a sua competitividade internacional. Na década seguinte, o investimento direto para o exterior vai chegar uns US$ 1,5 trilhões, transformando a China de uma grande capital de uma capital de importação para um país de exportação.

A estratégia de "Made in China" incidirá na inovação e na cadeia de valor, com uma transformação de vendas globais para operação global. Com mais e mais empresas chinesas "saindo", o yuan chinês será usado mais convenientemente em países estrangeiros. China também participará ativamente na governança financeira global, enquanto o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Banco de Desenvolvimento do BRICS, e o fundo de infraestrutura Silk Road começarão a operar em breve.

Além disso, a China irá participar mais ativamente na cooperação ecológica global, a fim de contribuir mais para o futuro do "destino da comunidade humana".

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