27 de novembro de 2015

Alain Badiou, pensar os assassinatos de massa

Alain Badiou


Tradução / Para ajudar que os massacres de massa da sexta-feira 13, em Paris e St Denis, sejam pensados para além dos seus indispensáveis afetos: horror, barbárie, estupefação.

Para que nenhuma propaganda possa se opor fiticiamente para se servir de forma real.

Para avaliar a impostura e a ameaça daqueles que visivelmente se alegram, na França ou fora, de que possamos enfim gritar: “a guerra! É a guerra! Todos em guerra!”.

Para que os desprezíveis assassinos de massa não possam se glorificar de ter eles sós mais importância e valor midiático e estatal que todas as pesquisas racionais de uma política nova, todas as experiências do pensamento e da prática em direção das verdades por vir.

Para que os povos do mundo, e singularmente a sua juventude, não sejam encurralados entre uma escolha opressora entre um fascismo radical-religioso e o vazio agressivo da dominação ocidental, do capitalismo mundializado e dos Estados que são seus servos.

Para ultrapassar a falsa e mortal contradição aparente do mundo que é o nosso: entre a modernidade monetária e mercantil de um lado e as diferentes variantes de banditismo tradicionalista de outro.

Para que saia da sombra e transformada em força a verdadeira contradição, que opõe dois termos cuja identificação é a entrada obrigatória para todo pensamento que se implica para mudar o mundo:

  1. o casal guerreiro dos Estados dominantes e os Bandidos fascistas, que possuem um interesse comum para difundir no mundo inteiro uma subjetividade de guerra,
  2. os portadores, pela sua aliança à construir, do comunismo que vem: proletários internacionais e nômades, intelectuais livres, jovens à procura de uma vida que seja grande e verdadeira.

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