23 de novembro de 2016

Fobias, fábulas e fracassos: A imprensa financeira e seus próceres

James Petras


Introdução

Tradução / A burocracia dos Estados Unidos e seus fantoches estridentes da mídia corporativa inventam sistematicamente narrativas que nada tem a ver com a realidade política e tudo com sua visão alucinógena do mundo. As reportagens antes e depois das eleições trançam uma tapeçaria de fantasia e ficção.

Discutiremos aqui as mais perniciosas dessas espantosas fobias e fábulas, bem como seus previsíveis fracassos.

1. “Economistas de peso”, especialistas e paparicados editorialistas estão convencidos de que a eleição de Donald Trump deve “levar ao Colapso do Capitalismo (COC)”. Eles citam a campanha de Trump como tendo atacado a globalização e acordos comerciais, bem como as pancadas “impensadas” desferidas contra os especuladores. Na realidade, Trump tem criticado um tipo específico de capitalismo. Os “eruditos” não conseguem enxergar a variedade de capitalismo que constitui a base da economia dos Estados Unidos. Como estão com seus focinhos mergulhados no cocho, a visão desses “especialistas” esteve limitada; balançando alegremente as caudas encaracoladas, escrevem fórmulas inúteis em quadros negros; seus enormes traseiros parecem vir antes de suas bocas. Assim ocupados, eles facilmente ignoraram a glorificação de Trump do capitalismo nacional..

O que Trump segue é o legado de protecionismo das políticas dos Estados Unidos, estabelecidas por George Washington e Alexander Hamilton, levado a cabo nas administrações de Franklin Roosevelt e outros. O capitalismo esteve presente da várias formas e foi promovido por protagonistas os mais diversos em diferentes épocas de nossa história. Alguns líderes se esmeraram em defender setores como a produção doméstica de energia, manufatura, mineração e agricultura, que dependem profundamente do mercado de trabalho local. No entanto, o “pesadelo” dos especialistas de uma derrocada do capitalismo com o surgimento de Trump acabou se tornando uma espécie de prêmio para acionistas, com o índice “DOW” atingindo níveis recordes. Os monopolistas estão lambendo os beiços e esfregando as mãos comas perspectivas de lucros enormes e possibilidade de ainda mais fusões e aquisições.

Os maiores banqueiros bilionários apoiaram e financiaram a Secretária Hillary Clinton, a “um milhão de dólares cada discurso” Deusa da Guerra. Eles lutaram duramente contra o nacionalista/populista Donald Trump e perderam. Seus manifestos pagos com antecedência e endereçados aos leitores do jornal The New York Times foram um fiasco: muitos leitores e investidores nos mercados domésticos colocaram suas apostas em “The Donald”. Suas celebrações domésticas foram ouvidas acima do mercado depois das eleições. O inimaginável aconteceu: George Soros apostou e perdeu! O eleitorado “deplorável” preferiu o nacionalista desprezível ao especulador funesto. “Quem poderia imaginar?”

2. Desde perdedores eleitorais até golpistas de rua, os especuladores e seus porta vozes lamurientos na imprensa forçam para derrubar o processo eleitoral. Contra dezenas de milhões de votos livres, os especuladores bancam alguns milhares de manifestantes embriagados com as próprias ilusões, para começar uma “Primavera de Manhattan” com, claro, seu código colorido, para derrubar o presidente eleito. Enfeitados em preto como convêm aos “anarquistas chiques”, os vândalos de janelas e estudantes historicamente ignorantes são energizados pela promessa de replicarem os golpes de Kiev ou Tbilisi. Eles saíram às ruas, quebraram algumas janelas e assinaram milhares de "petições on-line" (enquanto denunciavam Trump como a "Segunda Vinda da Kristalnacht"). A mídia trata de magnificar essa teatralidade toda, como se fosse algum tipo de insurreição capaz de restaurar no trono a sua emancipadora e benfeitora – a Joana D’Arc de olhos malignos dos fundos Hedge. Acontece que os perdedores perderam e o que se espera agora é que Hillary tenha a decência de se retirar da política e ir para casa contar seus milhões. Nessa esperança, o mercado de ações subiu às alturas.

3. Os quatro maiores e mais influentes jornais financeiros, o Wall Street Journal (WSJ), o Financial Times (FT), o New York Times (NYT) e o Washington Post (WP) lamentam profundamente o seu “Paraíso Perdido”. Já vai longe o tempo em que a Rússia era o vassalo apodrecido dos EUA, sob o governo do bêbado Boris Yeltsin 1991-2000, e que foi a fonte de muita pilhagem para o ocidente. A sua bile virou veneno, na forma de sua Nêmesis mais representativa: Putin. A eleição de Putin levou a Rússia para uma impressionante recuperação econômica e social. De uma “bandidocracia” controlada pelo ocidente (leia-se EUA), a Rússia se tornou uma potência global moderna, que assegura e defende sua soberania e seus interesses nacionais.

Já passou a época em que os economistas de Harvard podiam retirar milhões da Rússia através de suas várias fundações “democráticas” e que os banqueiros ocidentais podiam pilhar bilhões usando oligarcas criminosos. Os estrategistas do Pentágono desmantelaram as bases russas nos países vizinhos do antigo Pacto de Varsóvia e instalaram em seus lugares bases da OTAN, bem nas fronteiras da Rússia. Os funcionários do Departamento de Estado dos EUA derrubaram os regimes pró Rússia da Ucrânia, Georgia e até em lugares tão distantes como a Líbia. Não passou de simples brincadeira desenfreada para o harém americano de jornalistas e acadêmicos prostituídos, até que Putin chegou para acabar com a farra. Mesmo assim, nas vésperas das eleições nos Estados Unidos os “Clintonetes” e sua coorte no Partido Democrata e na imprensa lançaram a mais frenética e insana campanha de ataques contra Vladimir Putin, acusando-o de financiar a campanha de Trump, de hackear os e-mails inseguros e bagunçados de Hillary e Bill Clinton com o único intuito de minar as eleições nos EUA, de bombardear hospitais cheios de crianças na Síria, de estar se preparando para invadir a Polônia e a Letônia, etc, etc, etc... O único fiapo de verdade que existe nos escritos dos vassalos de Clinton na imprensa, é que aquilo de que acusam Putin reflete a mais sangrenta e bem documentada realidade das políticas de Hillary Clinton.

O modelo de Clinton para a democracia Russa é o presidente bêbado Boris Yeltsin, financiado e apoiado por facínoras que se banquetearam no corpo exangue da falecida URSS. Acontece que Vladimir Putin foi eleito sucessivamente com grande maioria e seu governo tem sido muito mais representativo do eleitorado russo que as ações da perdedora contumaz, Hillary Clinton. A Rússia não “invadiu” a Ucrânia ou a Crimeia. Quem na realidade fez isso foram os Estados Unidos, conforme a “boca-de-penico” Victoria Nuland, Sub Secretária de Estado para Assuntos Europeus, que se gabou de ter gasto a bagatela de cinco bilhões de dólares para instalar o neo-fascista-cleptocrático regime através de um golpe, apoderando-se da Ucrânia e desprezando olimpicamente as preocupações da União Europeia... Tristemente célebre ficou o seu comentário (gravado em segredo e posteriormente revelado) feito para o embaixador dos Estados Unidos sobre as preocupações da União Europeia: “Foda-se a União Europeia”!

Nestas alturas, a bolha da realidade forçosamente surgirá acima do lodo: Putin jamais financiou Trump – o bilionário financiou a própria campanha. Por outro lado, Clinton foi bancada por déspotas Sauditas, bilionários Sionistas e por banqueiros de Wall Street. A mídia corporativa, os jornais WSJ, FT, NYT e WP, obedeceram caninamente e serviram da mesma comida rançosa ao povo, desenterrando velhas anedotas sobre o sexismo de Trump, para apoiar a nossa agridoce Madame Strangelove de olhos esbugalhados, que nunca pensou duas vezes antes de massacrar impiedosamente milhares de mulheres muçulmanas em seus próprios países. A mídia celebrou a opção nuclear de Madame Clinton para a Síria (“a zona de exclusão aérea”), ao mesmo tempo em que ridicularizava a proposta de Trump de negociar uma solução possível com Putin.

A campanha da mídia a favor de Clinton acusou rudemente Trump de ser um safado machista, racista, preconceituoso contra muçulmanos, ignorando deliberadamente a história sangrenta da Secretária de Estado Hillary Clinton, que semeou bombas e destruição, matando dezenas de milhares de mulheres no Oriente Médio e África, fazendo com que centenas de milhares entre os dois milhões de empregados subsaarianos antes trabalhando na Líbia fossem empurrados para barcos caindo aos pedaços no Mar Mediterrâneo. Quem, na mídia favorável à Madame Clinton se dispôs a contar as milhões de pessoas desalojadas, ou os 300.000 mortos que foram resultado da invasão da Síria por mercenários, promovida pelos Estados Unidos? Onde estão as feministas, que agora desenterram as “conversas de banheiro masculino” de Trump, quando milhões de mulheres e crianças de cor foram mortas, mutiladas, estupradas e desalojadas pelas sete guerras de Madame Clinton? Se lhes fosse dada uma escolha, a maioria das mulheres preferiria se defender das palavras estúpidas de um misógino qualquer que da ameaça de um drone assassino de Clinton/Obama que transformaria suas famílias em pedaços de ossos, carne e sangue. Palavras desagradáveis e juvenis não se comparam com uma história de crimes de guerra sangrentos..

É muito mais fácil denunciar figurinhas carimbadas como Xi Jinping, Vladimir Putin e Donald Trump que analisar a fundo as consequências das políticas da candidata Madame Clinton. A mídia empresa, subserviente com os Clinton, ondulou a bandeira dos “conflitos com trabalhadores” e colocou sob os holofotes a “exploração capitalista” ao descrever a China, a Rússia e os negócios do presidente eleito Donald Trump. Ocorre que a sua perspectiva é a do “Império Unipolar”. Citam os protestos de trabalhadores não sindicalizados nas fábricas chinesas ou camponeses lutando contra empreendedores rapaces. Eles lembram de corrupção em vendas de petróleo na Rússia. Encontram indícios de emprego de trabalhadores imigrantes baratos nas construções de edifícios de Trump. A mídia descreve e defende ardorosamente os separatistas de Hong Kong. Tecem loas e entoam cânticos para os terroristas Uigures, Chechenos e Tibetanos como “lutadores pela liberdade” e “libertários”. Não conseguem apreender que, por mais difíceis que sejam as explorações de trabalhadores nos exemplos que citam, isso é muito menos horripilante que o sofrimento terrível experimentado por milhões de camponeses e trabalhadores locais ou imigrantes que foram mutilados, mortos ou tornados desempregados e sem teto pelas bombas nas campanhas de bombardeio dos Estados Unidos contra a Líbia ou na invasão/destruição do Iraque, Afeganistão e Síria. As histórias de “exploração-anti-capitalista-de-trabalhadores” dos títeres da mídia contra Trump, Putin e os chineses não passam de retórica propagandista enganosa destinada a engabelar esquerdistas, influenciar liberais e reforçar convicções conservadoras, jogando com o sofrimento infligido aos nacionais dos adversários ao invés de destacar as conquistas imperiais, obtidas à custa de notórios crimes contra a humanidade.

Esses escribas financeiros são muito seletivos em sua crítica à exploração econômica: eles denunciam adversários políticos e ao mesmo tempo se esfalfam para produzir reportagens sonolentas e histórias “culturais” sobre os “gostos ecléticos” da elite. Suas páginas culturais nos finais de semana podem até eventualmente conter algum tipo de crítica contra algumas práticas predatórias dos magnatas das finanças ao lado dos textos laudatórios sobre algum escultor extravagante ou o sucesso alcançado por livros de algum escritor descendente de imigrantes. Porém dia após dia, a mesma mídia financeira publica “puxasaquismos explícitos” disfarçados como reportagens sobre predadores capitalistas, militaristas e senhores da guerra imperiais. Eles amenizam os problemas e oferecem conselhos para Wall Street, a City de Londres e aos monarcas dos Estados do Golfo. Eles escrevem humilde e reverenciosamente sobre as fusões e aquisições de bilhões de dólares que estabelecem um crescimento dos preços e efetiva monopólios. A seguir, se voltar sarcasticamente contra os pronunciamentos do presidente eleito, quando fala sobre os problemas dos trabalhadores e dos avanços contra seus direitos – ele seria “um demagogo ameaçando o livre comércio... capitalismo”.

O medo e a repugnância causados pela “selvageria” de Trump, tornados tão evidente nos quatro mais prestigiosos órgãos de imprensa dos Estados Unidos em língua inglesa, desaparece completamente quando se referem à alegria da Secretária de Estado Hillary Clinton sobre a morte sob tortura do infeliz Presidente Gaddafi pelos aliados jihadistas de Clinton. As implicações globais e domésticas de ver a Secretária de Estado dos EUA expressando júbilo e guinchando de alegria pela tortura e morte de uma pessoa nunca foram devidamente analisados pela imprensa (norte)americana. Em vez disso, a imprensa dos EUA cobriu apenas superficialmente a tragédia de milhões de imigrantes e refugiados que jamais teriam abandonado seus empregos, lares e países se não fosse a destruição que os Estados Unidos causaram no Oriente Médio e no Norte da África. A mídia “respeitável” defende as práticas dos dirigentes (norte)americanos que são diretamente responsáveis pelo sofrimento daqueles imigrantes, que inundaram a Europa e ameaçam desestabilizá-la.

Os mesmos jornais que defendem os “direitos humanos” de trabalhadores chineses que exercem suas funções nas fábricas chinesas locais e também naquelas de propriedade de empresários dos Estados Unidos, ignoram solenemente a tragédia de milhões de trabalhadores desempregados que tentam sobreviver nas zonas de guerra impostas pelos Estados Unidos e nos territórios ocupados por Israel.
Nas eleições nos Estados Unidos em 2016 os eleitores estiveram agudamente conscientes da parcialidade criminosa da mídia empresária e da corrupção que apodrece a elite política no entorno de Clinton.

A elite que cerca Clinton e sua imprensa comprada denunciaram os eleitores de Trump como “deploráveis” descaracterizando-os completamente

Os eleitores de Trump não estavam desempregados em grande número como realmente estão os antigos trabalhadores industriais de salário mínimo, os racistas mal educados da região central dos EUA, que foi destruída. Os “homens brancos raivosos” constituíram apenas uma fração do eleitorado que votou em Trump. Ele recebeu o voto de grande parte dos profissionais liberais de classe média suburbana, de empresários e gerentes locais; de lojistas, proprietários de garagens e empreiteiros de construção nas avenidas principais, que estão todos em viés de baixa atualmente. Também a maioria das mulheres brancas votaram em Trump. Os eleitores residentes em cidades, que tentam desesperadamente não sucumbir às execuções de hipotecas que restaram das eras Bush/Obama, junto com estudantes e a comunidade universitária mal paga – estudantes desesperados porque depois da formatura talvez não consigam encontrar emprego estável e bem remunerado. Em resumo, os proprietários de pequenas empresas que se encontram em estado precário e empregados explorados e mal remunerados do setor de serviços formaram uma grande facção daquela maioria que foi chamada insultuosamente de “deploráveis racistas brancos raivosos” incorporados numa massa amorfa pela propaganda eleitoral de Sanders e Clinton na campanha e na mídia.

Na sequência das eleições a mídia maliciosamente amplificou o tamanho e significado das manifestações contra Trump. Somando tudo, os manifestantes mal alcançaram o número de cem mil, em um universo de eleitores que totaliza 100 milhões no país todo. A maioria dos manifestantes foram estudantes brancos, militantes do Partido Democrata e ONGs financiadas por George Soros. As manifestações jamais tiveram a magnitude dos comícios pró Trump na campanha. A mídia, abertamente a favor de Clinton, sempre ignorou olimpicamente o tamanho dos comícios de Trump, e atualmente não se dá ao trabalho de fazer qualquer comparação. Só querem saber dos protestos após as eleições, escondendo completamente a forma escandalosa pela qual o Comitê Nacional do Partido Democrata manipulou o resultado das primárias sob a batuta de Debbie Wasserman, enganando miseravelmente o candidato popular de esquerda Bernie Sanders.

Em vez disso, a mídia tem caracterizado as “Clintonetes” profissionais como ativistas políticos ou feministas, ignorando o fato de que a maioria das mulheres trabalhadoras votaram em Trump por razões meramente econômicas. Muitas mulheres Afrodescendentes politicamente conscientes sabem muito bem que Hillary Clinton está profundamente envolvida nas políticas de deportação que expulsaram do país dois milhões de imigrantes e membros de suas famílias entre 2009/2014 e que destruíram e barbarizaram milhões de mulheres de cor na África Central e do Norte por causa da guerra de Clinton contra o governo de Gaddafi. Para milhões de homens e mulheres trabalhadores, bem como para imigrantes – havia um “mal menor” – Trump. Para eles as declarações chulas de Trump sobre mulheres ou desagradáveis sobre mexicanos são muito menos perturbadoras que a história real das guerras brutais de Hillary, que massacrou mulheres de cor na África e no Oriente Médio, e suas políticas selvagens contra os imigrantes.

O mais esquisito (embora temporário) aspecto da campanha suja desfechada contra Trump veio da seção histérica da “Configuração do Poder Sionista” (CPS – ZPC na sigla em inglês) pró Hillary e dos malucos do “Israel Primeiro” que acusaram histericamente alguns nomeados por Trump de antissemitismo. Esses propagandistas peçonhentos lançaram sobre o magnata da construção civil em Manhattan um amontoado de adjetivos malignos: “fascista”, “misógino” “anti Israel”, “apologista da supremacia branca e do Ku Klux Kan”. O antigo comediante e agora senador por Minnesota Al Franken descreveu a crítica de Trump contra os banqueiros de Wall Street e contra o setor financeiro como “apitos para chamar cachorros” dirigidos a pessoas com sentimentos antissemitas, chegando a afirmar que o candidato era um disseminador do “Protocolo dos Sábios do Sião” em pleno século 21. O senador insinuou ainda, de forma quase criminosa, que agentes antissemitas delinquentes teriam se infiltrado no FBI e estavam trabalhando para minar a candidatura da preferida de Israel, Hillary Clinton. Chegou a prometer que seria feito um expurgo no FBI na sequência da vitória de Clinton. Desnecessário dizer que as declarações do senador, devidamente publicadas (e rapidamente renegadas) a apenas dois dias das eleições no jornal The Guardian não foram exatamente uma ajuda para Clinton junto ao aparato de segurança dos Estados Unidos. Parece que a história não é um ponto forte do senador comediante Al Franken, que deveria saber bem o que acontece com quem ameaça o estado profundo da segurança: seu antecessor no meio oeste, senador Joseph McCarthy, foi rapidamente defenestrado para a lata de lixo da vida pública depois de ter ameaçado os generais.

As acusações de antissemitismo contra Trump são desesperadas e carecem de qualquer base. O time de campanha de Trump incluiu proeminentes figuras judias e apoiadores de Israel (Israel-firsters no original, no sentido de “primeiro Israel” - NT) e assegurou uma minoria de votos de judeus,especialmente entre pequenos comerciantes que apoiam um protecionismo mais assertivo. Em segundo lugar, Trump condenou claramente atos e linguagem antissemitas e não buscou apoio de nenhum grupo extremista.

Em terceiro (e previsível) lugar, a Liga Antidifamação Sionista (ADL na sigla em inglês) pespegou em Trump um epíteto de “culpado por associação” por causa de seu sólido criticismo contra as guerras dos Estados Unidos no Oriente Médio, as quais Trump mostra corretamente terem custado ao país mais de dois trilhões de dólares ($ 2.000.000.000.000) o que seria suficiente para reconstruir toda a infraestrutura atualmente capenga dos Estados Unidos, com a consequente criação de milhões de empregos domésticos. Para a ADL, que parece ter a cabeça na Lua, as guerras dos Estados Unidos no Oriente Médio reforçaram a segurança de Israel e assim qualquer oposição a tais guerras é antissemítica e merece a pecha de “culpado por associação”.

A filha de Trump, Ivanka (uma convertida ao judaísmo), está casada dentro de uma família judia ortodoxa com fortes laços em Israel; o clã Trump tem relações estreitas com a elite israelense, inclusive com o ultra racista Netanyahu. As calúnias histéricas lançadas contra o “antissemitismo de Trump” refletem apenas o fato de que o mais proeminente e poderoso bloco judeu nos EUA “os 52 Presidentes da Organização Judia (norte)Americana” investiram pesadamente em Hillary Clinton. Não importam os custos, não importa que as terras palestinas sejam invadidas, não importa quantos palestinos serão mortos ou aleijados pelos “vigilantes judeus assentados”; o Estado de Israel sempre poderia contar com o apoio incondicional de Hillary Clinton. O lobby judeu nos EUa não precisa de assinar “petições” para a “Primeira Mulher” na presidência; Madame Hillary tem e terá sempre a boa vontade antecipada de Israel e sempre terá sua retórica eufemisticamente amenizada por aquele país.

No frigir dos ovos, a retórica raivosa do senador Al Franken foi longe demais... sumiu do site do Guardian em menos de um dia. Sionistas influentes viraram as costas para o senador comediante e a Organização Sionista dos Estados Unidos dirigiu dura reprimenda à ADL por sua calúnia destemperada – sentiam que Clinton poderia perder.

Os esforços de undécima hora da estrutura de poder Franken/sionista para atacar duramente a Trump devem ter provocado respostas severas do “estado profundo”. Não há qualquer dúvida que todos os serviços de inteligência, militares e a elite dos serviços de segurança trataram de colocar as coisas nos eixos. O FBI acabou trazendo à luz documentos muito prejudiciais relacionados com a então Secretária de Estado Hillary Clinton, minando a candidatura de escolha da ADL bem nas vésperas das eleições, sugerindo uma luta surda e interessante por trás das cortinas do poder.

A súbita liberação de documentos comprometedores pelo FBI, que provavelmente incluíram mensagens de Chappaqua (comunidade de Nova Iorque onde vivem os Clinton - NT) para e de Tel Aviv, e que estavam ligadas de forma tangencial ao congressista desonrado Anthony Weiner (antigo aliado de Clinton) foi um golpe duro. O pessoal do gabinete de Netanyahu tratou de colocar léguas entre eles e seus já nem tão favoritos, e é provável que tenham orientado os líderes da AIPAC para isolar Al Franken e fingir que suas ameaças de causar um expurgo no FBI nunca tinham acontecido. Claramente, estavam preocupados pelo fato de que seus cães de guerra tinham ido muito longe e poderiam lançar toda a comunidade de inteligência dos Estados Unidos em um viés de hostilidade contra Israel.

O balão de ensaio lançado por Al Franken e ADL murchou e desapareceu. O aparato de inteligência colocou o último prego no caixão das aspirações de Clinton à presidência. Posteriormente ela chegou a acusar o FBI de ter arruinado sua candidatura – insinuando algumas verdades de forma simplista. Queridinha dos sionistas até o fim, jamais Hillary identificaria ou castigaria os insanos e incompetentes provocadores sionistas que no final, acabaram por levar o estado profundo a ficar contra Madame Secretária não mais Candidata Clinton.

Uma última nota: Já que Clinton não levou o “grande prêmio”, a Estrutura do Poder Sionista vai simplesmente mudar de lado: o antigo “candidato antissemita” Trump se transformará como por artes de magia no “melhor amigo de Israel na Casa Branca”. Nenhuma das 52 organizações sionistas na liderança dos judeus nos EUA se juntaram aos protestos de rua.

As fobias, fábulas e fracassos da imprensa financeira e seus próceres perderam as eleições, mas logo estarão de volta, lutando esforçadamente para tornar o presidente eleito Trump um campeão do livre mercado global.

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