Matthew Hoh
counterpunch: Tells the Facts and Names the Names
Estas equipes da CIA no Afeganistão não são apenas a repetição do programa Operação Phoenix no Vietnã, dos esquadrões da morte na América Central e das milícias assassinas e torcionárias xiitas de Bagdá, são as suas descendentes diretas. A CIA continua uma longa tradição de utilizar a violência selvagem de forças governamentais nativas, neste caso usando questões sectárias/étnicas, na tentativa de desmoralizar e finalmente derrotar as populações locais.
Os resultados serão seguramente os mesmos: crimes de guerra, tortura e terror espalhado em comunidades inteiras de homens, mulheres e crianças, nas suas próprias casas. Isto levará a maior apoio aos talibãs e ao prolongamento da guerra no Afeganistão. A CIA devia perguntar-se: onde é que isto funcionou antes?
Esta escalada da CIA no Afeganistão encaixa no programa de guerra mais vasto dos Estados Unidos no mundo muçulmano, ao mesmo tempo que, dizendo que desejam negociações e, por fim, a paz, transformam as áreas que não são controladas pelo governo ao seu serviço em largas franjas de zonas de fogo livre e castiga e tenta subjugar as populações que não estão sob o seu controle.
A campanha do Iraque nos vales dos rios Tigre e Eufrates, a campanha curda no ocidente da Síria e a campanha saudita e dos Emirados Árabes Unidos contra os hutus no Iêmen foram ataques devastadores e perversos às populações, às infraestruturas e às habitações que, conjuntamente com raides de comandos noturnos, procuravam, não trazer clarificação política, a reconciliação ou a paz, mas subjugar, através de questões étnicas e sectárias, grupos inteiros da população para alcançar os objetivos políticos americanos no mundo muçulmano.
O programa da CIA de usar milícias afegãs para desencadear raides de comandos, a grande maioria dos quais são usados contra civis, apesar do que diz a CIA, conjugam-se com os planos americanos de intensificar a utilização de ataques aéreos e de artilharia contra o povo afegão nas áreas dominadas pelos talibãs, que são Pashtuns quase majoritariamente.
Mais uma vez, o propósito desta campanha não é alcançar a estabilidade política ou a reconciliação, mas subjugar brutalmente e castigar o povo, na sua maioria camponeses Pashtuns, que apoiam os talibãs e não se submeterão ao atual governo americano corrupto em Cabul.
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