Mostrando postagens com marcador Jin Hongjun. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jin Hongjun. Mostrar todas as postagens

22 de setembro de 2022

Os fatos da questão de Taiwan não admitem distorções

China trabalha pela reunificação pacífica, mas não tolera atos separatistas

Jin Hongjun

Encarregado de Negócios da Embaixada da China no Brasil


Comando Militar do Teatro Oriental  do Exército de Libertação Popular da China divulga fotos dos mísseis lançados em direção a áreas próximas a Taiwan 4 ago.22/DivulgaçãoComando Militar do Teatro Oriental via Reuters

Um compatriota chinês que vem de Taiwan publicou nesta Folha artigo que desafia o princípio de "uma só China" e faz uma interpretação distorcida de uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas ("Taiwan defenderá resolutamente sua soberania e segurança", 15/9).

O autor pode ser eloquente ao descrever o preto como branco e confundir a opinião pública, mas nada muda a verdade fundamental sobre a questão de Taiwan.

Antes de tudo, fundamentos históricos e jurídicos comprovam que Taiwan é uma ilha chinesa. Embora os dois lados do estreito ainda não tenham conseguido a total reunificação, nunca se alterou o status de Taiwan como parte do território chinês. Em 1971, a 26ª Assembleia Geral da ONU adotou a resolução 2.758 por uma maioria esmagadora, decidindo reconhecer os representantes do governo da República Popular da China como os únicos representantes legítimos de toda a China.

O princípio de "uma só China" está em sintonia com as regras basilares da Carta das Nações Unidas, como respeito à soberania nacional e integridade territorial e à não interferência nos assuntos internos, sendo reconhecida pela comunidade internacional como uma norma fundamental dos relacionamentos internacionais. Distorcer esse princípio e pregar uma suposta "soberania de Taiwan" não só despreza o direito internacional como também coloca em xeque a posição e a autoridade das Nações Unidas.

Em segundo lugar, quem de fato atrapalha a participação da ilha em assuntos internacionais são as forças de "independência de Taiwan". Como uma província chinesa, Taiwan não tem a qualificação nem o direito de se integrar às Nações Unidas, à Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) e a outras agências especializadas que somente aceitam Estados soberanos como membros.

No entanto, o governo central da China, atento às aspirações dos compatriotas de Taiwan, tem feito arranjos adequados de acordo com o princípio de "uma só China" para viabilizar a presença da ilha no cenário mundial. Foi nesse espírito e com base no reconhecimento por ambos os lados do estreito de Taiwan ao referido princípio que a região da ilha pôde participar, entre 2009 e 2016, da Assembleia Mundial da Saúde sob um regime especial.

Entretanto, desde que assumiu o poder, o Partido Democrático Progressista colocou sua agenda de "independência" acima do bem-estar dos compatriotas de Taiwan, fez uso da pandemia e de outros pretextos para manobras políticas e acabou reduzindo a atuação da ilha nas agendas internacionais, prejudicando a dignidade desses compatriotas.

Por fim, quem criou a atual crise foram as autoridades de Taiwan. A China, fiel aos propósitos e princípios da Carta da ONU, é um firme defensor da paz e do desenvolvimento mundial, bem como da segurança e da estabilidade regionais. A questão de Taiwan nunca foi uma "disputa internacional", mas um assunto completamente interno da China.

O governo chinês trabalha pela perspectiva de uma reunificação pacífica com a máxima boa vontade e o maior empenho, mas em hipótese alguma tolera atos secessionistas. As autoridades de Taiwan, ao conspirar com forças externas em busca da "independência", motivaram a tensão atual no estreito e trouxeram a maior ameaça à paz e à estabilidade na região. As contramedidas do governo central da China são necessárias para advertir os transgressores e defender a soberania e a segurança nacional.

A reunificação da China é uma causa justificada e, portanto, tem o amplo apoio da comunidade internacional. Nenhuma ação contrária a isso surtirá efeito, da mesma forma que uma formiga não consegue abalar uma árvore. Nada mudará a realidade histórica e jurídica de que Taiwan pertence à China.

Nada perturbará o cenário em que a grande maioria dos países reconhece e apoia o princípio de "uma só China". Nada deterá a tendência histórica da reunificação completa da China.

29 de abril de 2022

Iniciativa de Segurança Global é solução chinesa para preservar a paz

Xi Jinping compartilha resposta para como países podem alcançar uma segurança comum

Jin Hongjun
Encarregado de Negócios da Embaixada da China no Brasil

A comunidade internacional vê-se diante de múltiplos desafios: enquanto ondas de contágio da Covid-19 ainda assolam o mundo, agrava-se a crise na Ucrânia e surgem diversas ameaças tradicionais e não tradicionais à segurança.

Neste momento crucial, o presidente Xi Jinping propôs, durante a recente conferência anual do Fórum Boao para a Ásia 2022, a Iniciativa de Segurança Global, apresentando uma solução chinesa a questões como "de que tipo de segurança o mundo precisa e de que maneira os países podem alcançar uma segurança comum".

Xi Jinping discursa em abertura do Fórum Boao para Ásia - Ding Haitao - 21.abr.22/Xinhua

O cerne dessa Iniciativa diz respeito a compromissos em seis frentes: envidar esforços para manter a paz e a segurança mundiais com uma visão de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável; respeitar a soberania e a integridade territorial de todos os países, assim como as escolhas soberanas de caminhos de desenvolvimento e sistemas sociais; observar os propósitos e princípios da Carta da ONU; levar a sério as preocupações legítimas de segurança de todos os países, defender o princípio da indivisibilidade da segurança, construir uma arquitetura de segurança equilibrada, eficaz e sustentável; resolver as diferenças e disputas entre os países por meios pacíficos e através de diálogo e consulta, e apoiar todos os esforços conducentes à solução pacífica de crises; preservar a segurança nos domínios tradicionais e não tradicionais e trabalhar juntos em resposta a disputas regionais e desafios globais como terrorismo, mudança climática, segurança cibernética e biossegurança.

A história da humanidade tem provado repetidas vezes que a paz é a premissa para o desenvolvimento e a segurança é a base da prosperidade. Num contexto de plena globalização, a segurança dos países está intrinsecamente interligada e o desenvolvimento global depende de cada um. As ameaças à segurança internacional são tão complexas que nenhum país está imune a elas nem seria capaz de lidar com todas por conta própria.

Uma estrutura de segurança equitativa, justa e compartilhada só será construída com solidariedade e parceria. Assim, serão eliminadas as causas fundamentais da guerra, para que todos possam desfrutar de paz e tranquilidade.

Mais um bem público internacional disponibilizado pela China, a Iniciativa de Segurança Global, assentada numa política externa independente voltada para a paz, é a imagem vívida da visão de comunidade global de futuro compartilhado no campo da segurança, refletindo o anseio comum da comunidade internacional por paz, cooperação e desenvolvimento nas novas circunstâncias.

Países de relevância internacional e representantes das economias emergentes, China e Brasil também são defensores da independência, da soberania e do desenvolvimento pacífico. Numa conjuntura internacional repleta de incerteza e instabilidade, é ainda mais importante que nossos dois países se fortaleçam juntos e intensifiquem sua comunicação.

A China está disposta a se engajar com o Brasil e outros países na implementação dessa Iniciativa de Segurança Global através da plataforma da ONU e de outros canais bilaterais e multilaterais. Vamos nos inspirar uns aos outros e trabalhar juntos para defender o multilateralismo, preservar a paz do mundo e viabilizar o bem-estar para todos os povos.

O guia essencial da Jacobin

A Jacobin tem publicado conteúdo socialista em um ritmo acelerado desde 2010. Aqui está um guia prático de algumas das obras mais importante...