Omer Bartov
Omer Bartov é professor de estudos sobre o Holocausto e genocídio na Universidade Brown.
The New York Times
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| Laura Scott |
Como terminam os genocídios? Na maioria dos casos, há duas opções: ou os perpetradores alcançam seu objetivo, ou uma força militar os detém e segue-se a responsabilização.
Alguns podem argumentar que o caso de Gaza é singular, pois Israel desfruta de uma posição internacional única graças à sua estreita aliança com os Estados Unidos e ao fato de se apoiar no legado do Holocausto. Talvez outros Estados não possam esperar ser recompensados — podendo até ser punidos — pela prática de genocídio. No entanto, o que vemos hoje estabelece um precedente extraordinário, com potencial para minar toda a premissa do genocídio como um crime punível à luz do direito internacional do pós-Segunda Guerra Mundial.
Se os planos atualmente em elaboração para Gaza avançarem, o genocídio poderá passar a ser visto por algumas nações como uma extensão legítima e lucrativa da política por outros meios. No mínimo, nações que tenham se beneficiado de alguma forma do genocídio podem estar menos propensas a responsabilizar futuros autores de tais crimes. Raphael Lemkin — o homem que cunhou o termo em 1944 e lutou pela adoção da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio quatro anos depois — esperava evitar exatamente esse desfecho. Esse pode muito bem ser o futuro do genocídio.
Omer Bartov é professor de estudos sobre o Holocausto e genocídio na Universidade Brown.
Em 1904, o Exército Imperial Alemão iniciou uma campanha que quase exterminou os povos Herero e Nama no então Sudoeste Africano Alemão — atual Namíbia — por meio de expulsões fatais para o deserto, confinamento em campos de trabalho forçado e assassinatos diretos. Ninguém interveio. Em 1915, o Império Otomano assassinou um grande número de armênios que pretendia remover do coração da Anatólia ou causou suas mortes por meio de marchas forçadas. Esforços tímidos para responsabilizar ex-chefes de Estado otomanos foram rapidamente abandonados. Até hoje, a Turquia nega o genocídio.
Por outro lado, como o regime nazista foi derrotado na Segunda Guerra Mundial, o genocídio dos judeus e seus outros crimes em massa foram julgados em Nuremberg. Outros genocídios que também terminaram com a derrota militar dos perpetradores — como no Camboja em 1979, em Ruanda em 1994 e na Bósnia em 1995 — culminaram em algum tipo de prestação de contas, por mais tardia e incompleta que fosse. Assim, tornou-se impossível negar o que havia ocorrido.
Nos casos anteriores de genocídios que "obtiveram êxito" devido à impunidade da época ou à ausência de responsabilização posterior, o Estado perpetrador acabou se beneficiando de suas ações criminosas. A criação e a codificação do conceito de genocídio após a Segunda Guerra Mundial visavam impedir a persistência dessa dinâmica de impunidade e lucro.
O que temos visto acontecer em Gaza — onde Israel é acusado na Corte Internacional de Justiça de cometer genocídio na sequência dos ataques do Hamas em 7 de outubro — parece prenunciar um novo futuro para esse crime.
É um futuro no qual outras nações ou líderes podem sentir-se incentivados a adotar políticas genocidas, sabendo que não apenas sairão impunes, mas poderão até mesmo lucrar com isso. É um futuro no qual os países e as organizações internacionais que antes se comprometiam a impedir e punir o genocídio podem acabar permitindo a sua recorrência. Desde que o atual cessar-fogo em Gaza entrou em vigor, em 10 de outubro, e o plano de 20 pontos do presidente Trump foi endossado pelo Conselho de Segurança, em 17 de novembro, mais de mil civis palestinos foram mortos em ataques israelenses. Os militares agora controlam quase 70% da Faixa. Dois milhões de palestinos, que antes viviam em uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, estão agora confinados a um terço desse território, tentando sobreviver em áreas devastadas e desprovidas da infraestrutura humanitária mais básica.
Após o cessar-fogo e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, a Fase 2 do plano de Trump teve início em meados de janeiro; ela visa promover a desmilitarização total e a reconstrução da Faixa, sob a gestão de um órgão palestino tecnocrata de transição. O processo é supervisionado por um Conselho Internacional de Paz presidido por Trump. A longo prazo, o governo Trump tem falado na criação de uma "Nova Gaza" futurista, orçada em bilhões de dólares, e planeja, segundo relatos, construir uma grande base militar e de pessoal para forças multinacionais. Isso inevitavelmente relegará os palestinos de Gaza ao papel de trabalhadores da construção civil e prestadores de serviços para os ricos que habitarão o que antes era a sua terra.
Como chegamos a este ponto?
A liderança política e militar de Israel conduziu uma operação em Gaza que matou pelo menos 70.000 pessoas (conforme agora admitido pelos militares israelenses), a maioria civis; feriu cerca de 200.000; e causou a morte indireta de um grande número de pessoas devido à destruição total de instalações médicas, moradias e infraestrutura, bem como à privação de alimentos e água potável. Como escrevi em julho de 2025, na qualidade de especialista em genocídio, acredito que essa foi uma tentativa deliberada de destruir os palestinos em Gaza, no todo ou em parte, e que a operação, portanto, atingiu o critério rigoroso da definição desse crime estabelecida pela Convenção sobre Genocídio de 1948.
É pouco provável que Israel enfrente consequências por suas ações. O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o Sr. Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, bem como contra um oficial do Hamas — que, descobriu-se, já havia sido morto. Os Estados Unidos tentaram minar o tribunal, e o Sr. Netanyahu visitou a Casa Branca repetidamente para, entre outras coisas, tentar persuadir o Sr. Trump a lançar seu ataque ao Irã. Israel pode acabar sendo considerado culpado de genocídio pela Corte Internacional de Justiça, onde a África do Sul apresentou um processo separado contra o país, mas as implicações de tal decisão permanecem incertas enquanto Israel mantiver o apoio dos EUA no Conselho de Segurança da ONU, que atua como o braço executor da Corte.
Assim, os líderes israelenses provavelmente não serão responsabilizados, a menos que, em algum momento, sejam entregues ao Tribunal Penal Internacional por um novo governo israelense que não queira julgá-los internamente, mas que deseje restaurar a reputação internacional da nação. Essa possibilidade é remota. De fato, o plano de 20 pontos do Sr. Trump efetivamente contorna qualquer possibilidade de responsabilização ou punição para os autores desse crime, ao prometer um futuro brilhante para todos os envolvidos; embora apelos pelo restabelecimento de uma aparência de normalidade para os palestinos dificilmente despertem muita simpatia quando Israel e seus aliados estão empenhados na construção de uma cidade ideal. Qual seria o sentido de reacender antigas acusações quando um admirável mundo novo está prestes a surgir? É verdade que Israel enfrenta um isolamento global crescente e a desaprovação de americanos de todo o espectro político, mas é precisamente isso que os planos vistosos para uma nova Gaza podem atenuar ou até mesmo reverter: ao persuadir públicos distraídos em um mundo conturbado de que a questão de Gaza foi resolvida a contento de todos.
O plano de Trump, caso sua visão venha a se concretizar, significaria que o governo dos EUA — ou empresários americanos atuando em seu nome — venderiam direitos de arrendamento e construção em terras desapropriadas de seus moradores, cujo valor deverá disparar.
Por outro lado, como o regime nazista foi derrotado na Segunda Guerra Mundial, o genocídio dos judeus e seus outros crimes em massa foram julgados em Nuremberg. Outros genocídios que também terminaram com a derrota militar dos perpetradores — como no Camboja em 1979, em Ruanda em 1994 e na Bósnia em 1995 — culminaram em algum tipo de prestação de contas, por mais tardia e incompleta que fosse. Assim, tornou-se impossível negar o que havia ocorrido.
Nos casos anteriores de genocídios que "obtiveram êxito" devido à impunidade da época ou à ausência de responsabilização posterior, o Estado perpetrador acabou se beneficiando de suas ações criminosas. A criação e a codificação do conceito de genocídio após a Segunda Guerra Mundial visavam impedir a persistência dessa dinâmica de impunidade e lucro.
O que temos visto acontecer em Gaza — onde Israel é acusado na Corte Internacional de Justiça de cometer genocídio na sequência dos ataques do Hamas em 7 de outubro — parece prenunciar um novo futuro para esse crime.
É um futuro no qual outras nações ou líderes podem sentir-se incentivados a adotar políticas genocidas, sabendo que não apenas sairão impunes, mas poderão até mesmo lucrar com isso. É um futuro no qual os países e as organizações internacionais que antes se comprometiam a impedir e punir o genocídio podem acabar permitindo a sua recorrência. Desde que o atual cessar-fogo em Gaza entrou em vigor, em 10 de outubro, e o plano de 20 pontos do presidente Trump foi endossado pelo Conselho de Segurança, em 17 de novembro, mais de mil civis palestinos foram mortos em ataques israelenses. Os militares agora controlam quase 70% da Faixa. Dois milhões de palestinos, que antes viviam em uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, estão agora confinados a um terço desse território, tentando sobreviver em áreas devastadas e desprovidas da infraestrutura humanitária mais básica.
Após o cessar-fogo e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, a Fase 2 do plano de Trump teve início em meados de janeiro; ela visa promover a desmilitarização total e a reconstrução da Faixa, sob a gestão de um órgão palestino tecnocrata de transição. O processo é supervisionado por um Conselho Internacional de Paz presidido por Trump. A longo prazo, o governo Trump tem falado na criação de uma "Nova Gaza" futurista, orçada em bilhões de dólares, e planeja, segundo relatos, construir uma grande base militar e de pessoal para forças multinacionais. Isso inevitavelmente relegará os palestinos de Gaza ao papel de trabalhadores da construção civil e prestadores de serviços para os ricos que habitarão o que antes era a sua terra.
Como chegamos a este ponto?
A liderança política e militar de Israel conduziu uma operação em Gaza que matou pelo menos 70.000 pessoas (conforme agora admitido pelos militares israelenses), a maioria civis; feriu cerca de 200.000; e causou a morte indireta de um grande número de pessoas devido à destruição total de instalações médicas, moradias e infraestrutura, bem como à privação de alimentos e água potável. Como escrevi em julho de 2025, na qualidade de especialista em genocídio, acredito que essa foi uma tentativa deliberada de destruir os palestinos em Gaza, no todo ou em parte, e que a operação, portanto, atingiu o critério rigoroso da definição desse crime estabelecida pela Convenção sobre Genocídio de 1948.
É pouco provável que Israel enfrente consequências por suas ações. O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o Sr. Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, bem como contra um oficial do Hamas — que, descobriu-se, já havia sido morto. Os Estados Unidos tentaram minar o tribunal, e o Sr. Netanyahu visitou a Casa Branca repetidamente para, entre outras coisas, tentar persuadir o Sr. Trump a lançar seu ataque ao Irã. Israel pode acabar sendo considerado culpado de genocídio pela Corte Internacional de Justiça, onde a África do Sul apresentou um processo separado contra o país, mas as implicações de tal decisão permanecem incertas enquanto Israel mantiver o apoio dos EUA no Conselho de Segurança da ONU, que atua como o braço executor da Corte.
Assim, os líderes israelenses provavelmente não serão responsabilizados, a menos que, em algum momento, sejam entregues ao Tribunal Penal Internacional por um novo governo israelense que não queira julgá-los internamente, mas que deseje restaurar a reputação internacional da nação. Essa possibilidade é remota. De fato, o plano de 20 pontos do Sr. Trump efetivamente contorna qualquer possibilidade de responsabilização ou punição para os autores desse crime, ao prometer um futuro brilhante para todos os envolvidos; embora apelos pelo restabelecimento de uma aparência de normalidade para os palestinos dificilmente despertem muita simpatia quando Israel e seus aliados estão empenhados na construção de uma cidade ideal. Qual seria o sentido de reacender antigas acusações quando um admirável mundo novo está prestes a surgir? É verdade que Israel enfrenta um isolamento global crescente e a desaprovação de americanos de todo o espectro político, mas é precisamente isso que os planos vistosos para uma nova Gaza podem atenuar ou até mesmo reverter: ao persuadir públicos distraídos em um mundo conturbado de que a questão de Gaza foi resolvida a contento de todos.
O plano de Trump, caso sua visão venha a se concretizar, significaria que o governo dos EUA — ou empresários americanos atuando em seu nome — venderiam direitos de arrendamento e construção em terras desapropriadas de seus moradores, cujo valor deverá disparar.
Um grupo de magnatas do setor imobiliário — possivelmente incluindo Jared Kushner, Steve Witkoff e o próprio Sr. Trump, ou empresas que eles promovem — colheria, dessa forma, uma fortuna para empresas e investidores, transformando a eliminação da Faixa de Gaza em uma oportunidade de investimento internacional. Enquanto a orla seria dominada por imóveis de alto padrão — torres de uso misto aparentemente voltadas para compradores estrangeiros e para o turismo, gerando lucros para as incorporadoras —, os palestinos quase certamente seriam excluídos do mercado imobiliário naquilo que antes eram suas terras. O plano não apenas praticamente apagaria a história e a sociedade de Gaza, mas também a transformaria em uma economia de livre mercado para corporações estrangeiras, às quais seriam oferecidas "oportunidades de investimento incríveis", nas palavras do Sr. Kushner.
A construção da chamada "Riviera" do Sr. Trump dependeria de a Arábia Saudita e os Estados do Golfo investirem quantias vultosas de dinheiro, sob a promessa de garantir laços estratégicos e econômicos ainda mais estreitos com os Estados Unidos. Por enquanto, a Arábia Saudita e o Catar, bem como a Turquia, o Egito e a Indonésia, sinalizaram interesse ao aderir ao "Conselho da Paz" do Sr. Trump. À medida que o Conselho da Paz consolida o controle e Gaza é reconstruída, Israel daria mais um passo em direção ao seu objetivo de longo prazo: aniquilar as esperanças palestinas de ver o fim da ocupação israelense de seus territórios.
Outras nações também se beneficiariam ao optar por não responsabilizar Israel. A Alemanha é a segunda maior fornecedora de armas para Israel, atrás apenas dos Estados Unidos, e assinou grandes contratos para a compra de tecnologia militar israelense. O país está se defendendo na Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra acusações da Nicarágua de facilitar o genocídio em Gaza ao financiar Israel e cortar a ajuda à agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA); portanto, tem todo o interesse político e econômico em tirar essa questão de pauta. (A Alemanha negou as acusações.) Acredita-se que o Reino Unido tenha utilizado suas bases militares no Chipre para apoiar Israel e esteja se empenhando em melhorar suas relações com os Estados Unidos. A França tenta manter sua influência política no Levante e deixar para trás a questão do genocídio em Gaza — algo que, segundo o presidente Emmanuel Macron, deverá ser determinado por "historiadores, no devido tempo".
Israel também está lucrando. Embora alguns governos europeus tenham cancelado acordos de armas e imposto sanções a empresas de defesa israelenses em resposta à violência de Israel em Gaza, os negócios continuam aquecidos para a indústria bélica do país. As vendas de armas israelenses para o exterior cresceram 30% no ano passado em relação a 2024, atingindo o recorde de US$ 19,2 bilhões — segundo o *Calcalist*, um site de notícias financeiras de Israel —, sendo que a comprovação da eficácia dos sistemas de armas em combate real em Gaza serve como argumento de venda. Em outras palavras, causar destruição gera lucros.
Por enquanto, a impunidade de Israel permitirá que seus cidadãos judeus continuem ignorando o genocídio. As consequências disso serão uma degradação cada vez maior da ética e da moralidade israelenses, a erosão do Estado de Direito, a violência policial interna contra cidadãos palestinos e judeus do Estado e o enfraquecimento do que resta da democracia israelense. Além de serem privadas de qualquer justiça ou responsabilização pelo sofrimento que enfrentam, as vítimas palestinas das ações de Israel continuarão vivendo em condições precárias, sob supervisão militar e com perspectivas de futuro muito limitadas.
Desde que o Ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou em julho passado que Israel planejava estabelecer uma "cidade humanitária" no sul da Faixa de Gaza, as condições reais no local apenas se deterioraram. É plausível imaginar que o plano de Trump seja viabilizado por uma força internacional — apoiada por agentes de segurança palestinos e pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) — para confinar a população nessas cidades, de onde só poderão sair para prestar serviços aos moradores ricos da chamada "Nova Gaza". Nas vastas áreas da Faixa que permanecerem sob controle israelense, é provável que sejam implantados novos e prósperos assentamentos judaicos.
Trump afirmou que o Conselho de Paz responsável por essa transformação colaborará, em algum momento, com as Nações Unidas; no entanto, muitos temem que essa iniciativa enfraqueça o organismo internacional. Uma das consequências dessa mudança na ordem do pós-guerra seria o esvaziamento do direito internacional humanitário e dos dois tribunais internacionais criados para preservá-lo. Isso garantiria que qualquer esperança de levar os formuladores de políticas israelenses à justiça não passasse de uma ilusão, sinalizando, ao mesmo tempo, para outras nações que a impunidade também estaria ao alcance delas.
Alguns podem argumentar que o caso de Gaza é singular, pois Israel desfruta de uma posição internacional única graças à sua estreita aliança com os Estados Unidos e ao fato de se apoiar no legado do Holocausto. Talvez outros Estados não possam esperar ser recompensados — podendo até ser punidos — pela prática de genocídio. No entanto, o que vemos hoje estabelece um precedente extraordinário, com potencial para minar toda a premissa do genocídio como um crime punível à luz do direito internacional do pós-Segunda Guerra Mundial.
Se os planos atualmente em elaboração para Gaza avançarem, o genocídio poderá passar a ser visto por algumas nações como uma extensão legítima e lucrativa da política por outros meios. No mínimo, nações que tenham se beneficiado de alguma forma do genocídio podem estar menos propensas a responsabilizar futuros autores de tais crimes. Raphael Lemkin — o homem que cunhou o termo em 1944 e lutou pela adoção da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio quatro anos depois — esperava evitar exatamente esse desfecho. Esse pode muito bem ser o futuro do genocídio.
Omer Bartov é professor de estudos sobre o Holocausto e genocídio na Universidade Brown.





