14 de julho de 2026

Como a China conquista amigos e influencia pessoas

Empresas privadas estão melhorando a imagem de Pequim no mundo em desenvolvimento

Lizzi C. Lee, Eric Olander

Foreign Affairs


Funcionários tirando uma selfie na primeira loja da Mixue no Brasil, São Paulo, abril de 2026
Alexandre Meneghini / Reuters

Nas ruas congestionadas de Hanói, taxistas que fazem uma pausa entre as corridas assistem em seus celulares a microdramas chineses — histórias de longa duração divididas em clipes viciantes de 90 segundos. Alguns passageiros passam rapidamente em scooters da marca chinesa Yadea, enquanto outros viajam com conforto, isolados do barulho, da poeira e do calor tropical, a bordo de veículos de uma das várias novas marcas chinesas de carros elétricos. Em casa, adolescentes trocam mensagens pelo Zalo — um aplicativo vietnamita semelhante ao WeChat chinês (cuja empresa controladora tem a Tencent, criadora do WeChat, como uma importante investidora estrangeira) — ou fazem compras na Lazada, plataforma de comércio eletrônico operada pelo Alibaba.

O que acontece no Vietnã está ocorrendo em todo o mundo em desenvolvimento. Marcas e produtos chineses estão se tornando tão comuns hoje quanto marcas americanas como Levi’s, Marlboro e McDonald’s eram nas décadas de 1980 e 1990. Na África do Sul, televisores, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos da Hisense estão entre os mais vendidos; no Brasil, a pioneira em eletrônicos Xiaomi tornou-se uma marca amplamente conhecida, enquanto a recém-chegada rede de chá com leite e sorvete Mixue atrai multidões e prepara uma grande expansão de sua presença no país. Os Estados Unidos e as marcas a eles associadas hoje, como Apple e Tesla, ainda desfrutam de enorme prestígio. No entanto, a maioria dos produtos americanos está fora do alcance do consumidor comum. A China está se tornando a fornecedora de bens e serviços que integram o cotidiano das pessoas.

A onipresença dos produtos chineses amplia a influência do país de maneiras com as quais Pequim apenas sonhava. Muitas pessoas no mundo em desenvolvimento, especialmente os jovens, associam cada vez mais a China à modernidade e ao progresso. Contudo, essa onipresença não resulta de um cálculo estratégico das autoridades de Pequim; ela é impulsionada, na verdade, por empresas privadas em busca de lucro. A concorrência feroz que as empresas chinesas enfrentam em seu mercado interno as impulsiona a entrar agressivamente na África, na Ásia e na América Latina, onde agem rapidamente para adaptar suas ofertas e se integrar às atividades do dia a dia. Empresas que tentam sobreviver aos efeitos do modelo de crescimento chinês em casa acabam conferindo ao país uma imagem positiva no exterior — algo que Pequim não conseguiu gerar por meio de suas próprias iniciativas centralizadas.

Esse sucesso, porém, não torna o modelo econômico chinês saudável ou benéfico. A concorrência excessiva enfrentada pelas empresas chinesas corrói seus lucros e enfraquece as bases para a inovação a longo prazo. As empresas chinesas estão construindo uma reputação global por tornar a vida cotidiana mais barata, fácil e fluida. No entanto, as pressões internas que as tornam tão agressivas no exterior também limitam sua capacidade de transformar a China na superpotência verdadeiramente inovadora que Pequim aspira ser.

CHINA, CHINA, POR TODA PARTE

Autoridades chinesas têm se esforçado há anos para moldar a percepção internacional sobre o país. A mídia estatal, a propaganda, os intercâmbios culturais e os programas de idiomas não conseguiram alcançar grandes públicos internacionais. Pequim tentou promover a língua e a cultura chinesas por meio de seus Institutos Confúcio em universidades da Austrália, da Europa e da América do Norte; na última década, no entanto, a maioria deles foi fechada devido a preocupações com a liberdade acadêmica e a falta de transparência. Táticas mais coercitivas, incluindo pressionar críticos e censurar opiniões divergentes no exterior, tiveram o efeito contrário ao desejado. Em 2025, a pressão chinesa forçou os organizadores a suspender o Festival de Cinema IndieChina em Nova York, chamando a atenção para o longo alcance do aparato de censura de Pequim.

Os empresários privados da China, contudo, estão desenvolvendo a marca do país por meio do comércio. Em 2025, a China exportou cerca de US$ 1,6 trilhão em mercadorias para economias em desenvolvimento — um volume cerca de 50% maior do que o vendido para os Estados Unidos e a Europa Ocidental somados. Empresas privadas foram responsáveis ​​por quase 60% do comércio exterior total da China. Em áreas tão variadas quanto eletrodomésticos, aplicativos, carros, estradas, portos e telefones, as marcas chinesas estão cada vez mais presentes em todo o mundo em desenvolvimento.

O sucesso das empresas chinesas não se deve simplesmente ao fato de elas despejarem seus excedentes de produção no mercado.

À medida que as empresas chinesas se expandem, o país passa a ser associado a coisas que facilitam o dia a dia. Quando os produtos, serviços e a infraestrutura de um país se tornam onipresentes, eles começam a moldar a forma como as pessoas concebem competência, modernidade e possibilidades. Isso foi verdade por mais de meio século, período em que os produtos americanos dominavam o cenário. Hoje, isso é cada vez mais verdadeiro, à medida que as marcas chinesas se tornam a opção padrão para bilhões de consumidores.

Essas mudanças podem ser sentidas na prática. Em 2015, um de nós (Olander) perguntou a um grupo de adolescentes em Abidjan, a maior cidade da Costa do Marfim, o que achavam da presença da China na África. Após discutirem entre si, um deles ergueu o celular e disse, rindo e em francês: "A China é demais!" Ele não estava falando sobre a política do país. Sua impressão sobre a China baseava-se nos celulares e aplicativos chineses que moldavam seu cotidiano. Na década que se seguiu àquela discussão em Abidjan, esse tipo de sentimento tornou-se ainda mais difundido. O Boomplay, um dos maiores serviços de streaming de música da África, pertence conjuntamente à Transsion e à NetEase, duas empresas chinesas. E o TikTok está rapidamente se tornando a plataforma dominante tanto para entretenimento quanto para notícias. Tudo isso ajuda a China a obter vantagens de maneiras que não exigem que o mundo admire seu sistema político, adote sua ideologia ou veja Pequim como uma liderança moral.

HABILIDADE EM SE ADAPTAR

Grande parte da nova presença global da China é uma manifestação externa de suas tensões econômicas internas. Dentro do país, as empresas enfrentam o que é conhecido localmente como "involução": mercados saturados e guerras de preços implacáveis ​​estão reduzindo os lucros, empurrando as companhias para uma espiral na qual aumentam a produção na tentativa de reduzir custos. O resultado é um excesso de produtos e poucos consumidores para comprá-los. A involução tornou-se ainda mais severa nos últimos anos, pois a demanda interna na China permanece fraca. Os consumidores ainda não recuperaram as economias que gastaram durante a pandemia de COVID-19, quando muitas empresas estavam fechadas; as famílias chinesas viram seu patrimônio diminuir quando o mercado imobiliário começou a cair em 2021; e os jovens estão menos confiantes em suas perspectivas de emprego em meio ao alto desemprego. Nesse ambiente de incerteza, as empresas precisaram encontrar novos locais para vender.

O acesso das empresas chinesas aos mercados de economias industriais avançadas também se restringiu. Na Europa, no Japão, na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, as companhias chinesas enfrentam tarifas, investigações sobre subsídios, escrutínio quanto à segurança de dados e restrições a investimentos. Autoridades nessas regiões levantaram preocupações de segurança nacional em relação a plataformas chinesas de redes sociais, incluindo o TikTok, e questionaram se varejistas chineses de comércio eletrônico de baixo custo, como a Shein, estariam maltratando trabalhadores, coletando dados em excesso e competindo de forma desleal. Diante de grandes obstáculos para se expandir em países de renda mais alta, as empresas chinesas voltaram-se para a África, a América Latina, o Oriente Médio e o Sudeste Asiático.

No entanto, as empresas chinesas não conseguiram se expandir pelo mundo em desenvolvimento simplesmente por estarem despejando seus excedentes de produção, como muitos observadores presumem. Com tantas empresas chinesas precisando encontrar novos mercados para sobreviver, a concorrência entre elas no exterior também é intensa. Essas empresas se beneficiam de subsídios governamentais, inclusive para novas tecnologias. Mas elas competem contra outras empresas chinesas que recebem o mesmo tipo de auxílio. A única maneira de obterem lucro é demonstrando uma capacidade incomum de adaptação nos mercados em que ingressam — algo que as ajudou a crescer rapidamente e a se integrar ao cotidiano das populações locais.

Elas fazem isso, principalmente, ao se sintonizarem profundamente com o que as populações locais consideram útil. Um exemplo é a Transsion, fabricante de celulares sediada no polo tecnológico de Shenzhen. Há quase duas décadas, o fundador da Transsion percebeu que os celulares fabricados por empresas líderes, como Nokia, Sony Ericsson e Motorola, não eram adequados para os usuários na África. As grandes marcas globais relutavam em projetar produtos especificamente para consumidores sensíveis a preços em alguns dos países mais pobres do mundo. A Transsion viu uma oportunidade: desenvolveu uma linha de celulares de baixo custo e repletos de recursos, equipados com baterias adaptadas às redes elétricas instáveis ​​da África e com capacidade para dois chips (dual-SIM), o que facilitava a navegação pelos mercados de telecomunicações fragmentados do continente. Mais importante ainda: a empresa criou uma câmera que funcionava bem para os usuários africanos. Enquanto o software de câmera das principais marcas globais era geralmente otimizado para tons de pele mais claros, a Transsion ajustou suas especificações para atender a tons de pele mais escuros. De repente, os jovens africanos apareciam melhor em suas próprias fotos, e os celulares da Transsion deslancharam.

Empresas chinesas estão construindo uma reputação global por tornar o dia a dia mais barato, fácil e fluido.

No Sudeste Asiático, as séries e os vídeos verticais de curta duração da China conquistaram um público enorme. Essas produções apresentam enredos envolventes, sem muitas das cenas românticas comuns nas séries produzidas nos EUA. Isso as tornou populares em regiões culturalmente conservadoras, especialmente em países de maioria muçulmana, como Indonésia e Malásia, onde séries e reality shows americanos são frequentemente considerados provocativos demais. As plataformas chinesas de streaming de microdramas DramaBox e ShortMax, por exemplo, seguiram a estratégia da Transsion. Além de ajustar modelos de preços, dublar conteúdos em vários idiomas e criar histórias adaptadas aos hábitos locais de consumo, elas estão contratando cada vez mais atores locais para estrelar adaptações de enredos chineses. Atualmente, existem mais de 300 aplicativos de streaming estrangeiros operando no Sudeste Asiático, e seus conteúdos já foram baixados mais de um bilhão de vezes.

Mais importante ainda, as marcas chinesas têm sido mais eficazes do que as concorrentes da Europa, do Japão ou dos Estados Unidos na produção de itens acessíveis a consumidores com menor renda disponível. Isso gera o chamado "efeito Walmart", permitindo que consumidores de baixa renda adquiram produtos e utilizem serviços que antes estavam fora de seu alcance. À medida que essas marcas se tornam onipresentes, os produtos chineses passam a ser vistos como algo comum nos mercados locais. Para os consumidores do mundo em desenvolvimento, a origem chinesa de um celular, de uma moto ou de uma chaleira pouco importa, desde que o preço e a qualidade atendam às suas expectativas.

As empresas chinesas não são as únicas a visar consumidores em mercados emergentes, mas o fazem em uma escala e velocidade que têm sido transformadoras para bilhões de pessoas, as quais agora desfrutam de acesso a eletrônicos, carros, moda e outros produtos semelhante ao de habitantes de países mais ricos. Embora dirigir um carro elétrico da BYD ou comprar um bubble tea da Mixue não se traduza imediatamente em uma percepção mais positiva da China, a chegada e a disseminação dessas novas tecnologias, serviços e produtos de entretenimento chineses fazem com que os consumidores se sintam parte de um movimento mais amplo de modernização. A acessibilidade dos produtos e serviços chineses gera, em muitas pessoas do mundo em desenvolvimento, a sensação de que elas não estão mais à margem da cultura e do crescimento econômico globais.

PERDENDO A DISPUTA DE LONGO PRAZO

No entanto, as mesmas dinâmicas competitivas que impulsionam o sucesso das empresas chinesas no mundo em desenvolvimento estão minando o potencial geral de inovação do país. Quando as margens de lucro entram em uma espiral de queda, as empresas precisam gastar muito para defender sua participação de mercado. Elas não têm margem para planejamento de longo prazo nem recursos financeiros para investir no aumento de sua produtividade. Embora algumas grandes empresas, como a BYD, disponham de fluxo de caixa para continuar investindo em si mesmas, a maioria opera com pouca folga financeira.

Isso trará problemas para as empresas chinesas no futuro. A inovação exige recursos: se as empresas não conseguem obter lucros saudáveis, não há maneira sustentável de remunerar investidores e reinvestir em pesquisa e desenvolvimento. Subsídios estatais podem proporcionar injeções rápidas de capital, mas apenas até certo ponto. Uma corrida para o fundo do poço pode gerar produtos muito competitivos no curto prazo, mas pode deixar as empresas incapazes de melhorar a qualidade, construir uma marca de prestígio ou desenvolver a capacidade gerencial necessária para o sucesso internacional a longo prazo. Empresas presas a um ciclo de involução são muito eficientes em reduzir preços. Contudo, preços baixos raramente são sustentáveis ​​quando as companhias precisam estabelecer vantagens competitivas duradouras que criem novas oportunidades de crescimento. A indústria de painéis solares ilustra esse desafio: as empresas chinesas dominam a fabricação e a demanda global é alta, mas o excesso severo de capacidade e a guerra de preços predatórios geraram prejuízos em todo o setor, ameaçando a continuidade dos investimentos em P&D.

Há também custos para os países que recebem essa nova onda de produtos chineses. Insumos chineses baratos reduzem os preços para os consumidores e apoiam diversos outros tipos de manufatura. No entanto, competir com empresas respaldadas pela gigantesca cadeia de suprimentos industrial da China é difícil. A presença ampliada da China pode confinar empresas locais a segmentos de baixo valor agregado da indústria, impedindo-as de adquirir o conhecimento e a tecnologia necessários para ingressar em setores mais sofisticados, atualmente liderados por empresas estrangeiras. Em outras palavras, as empresas chinesas estão pressionando concorrentes locais em mercados em desenvolvimento, onde as empresas nacionais ainda tentam construir sua capacidade. Na Tailândia, por exemplo, quase 2.000 fábricas fecharam entre 2023 e 2024, pois os fabricantes não conseguiram sobreviver à pressão das importações chinesas baratas, somada ao aumento dos custos de energia e à queda da produtividade.

A crescente abrangência comercial da China aprofunda os problemas que levaram suas empresas a buscar o exterior.

Essa preocupação pode levar muitos países em desenvolvimento a criar barreiras para produtos chineses. Muitos já estão fazendo isso. O Vietnã e a Indonésia adotaram medidas antidumping em setores como o de aço e cerâmica, nos quais produtores locais enfrentam dificuldades para competir com as importações chinesas de baixo custo. O Brasil aumentou as tarifas sobre veículos elétricos, e o Congresso do México aprovou o aumento de tarifas para mais de 1.400 produtos — muitos dos quais o país importa principalmente da China (que não possui acordo de livre-comércio com o México). O governo da África do Sul está implementando novas exigências de certificação para produtos chineses específicos, incluindo geradores e painéis solares, depois que fabricantes locais associaram as importações de baixo custo ao fechamento de fábricas, à fraca produção industrial e à perda de empregos no país.

Essa reação negativa revela tanto o potencial quanto os limites da crescente influência da China. As empresas chinesas estão ganhando terreno rapidamente entre os consumidores de países em desenvolvimento, mas, em muitos casos, esse sucesso tem aumentado a tensão com governos e indústrias desses mesmos locais. Em nível micro, as marcas chinesas projetam uma imagem mais positiva do país e das oportunidades que ele oferece a indivíduos que ficaram à margem de eras anteriores de crescimento global. Em nível macro, no entanto, a presença consolidada dessas empresas corre o risco de fazer com que a China pareça estar condenando outros países a uma nova forma de dependência. Isso intensifica os atritos comerciais e enfraquece a narrativa de Pequim de que representa um modelo de desenvolvimento mutuamente benéfico.

DEIXAR COMO ESTÁ

Os Estados Unidos não estão bem equipados para contrapor a influência que a China obtém graças à sua presença indispensável no mundo em desenvolvimento. As empresas americanas têm poucas respostas para os produtos e conteúdos que os consumidores globais buscam e encontram cada vez mais na China. As companhias dos EUA não querem expandir suas operações para mercados caracterizados por baixas margens de lucro, consumidores sensíveis a preços e ambientes de atuação politicamente instáveis.
No entanto, Pequim também está mal posicionada para lidar com influências que surgem de baixo para cima. O governo percebeu o sucesso das marcas chinesas no mundo em desenvolvimento e frequentemente deseja posicionar-se como a força motriz por trás delas. Pequim também tentou apresentar propaganda política como entretenimento ou conteúdo de influenciadores produzido organicamente, mas tais esforços têm mais probabilidade de prejudicar a influência da China do que de promovê-la. As iniciativas comerciais localizadas da China são eficazes justamente porque não parecem ser orquestradas centralmente. Quanto mais o Estado chinês tenta enquadrar esse ecossistema em uma narrativa nacional explícita, mais corre o risco de minar a natureza espontânea — de baixo para cima — que o torna atraente, especialmente para os jovens nativos digitais. Pequim pagou secretamente a influenciadores para difundir seus argumentos políticos sobre grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, provocando reações negativas internacionais; além disso, sua rigidez política frequentemente travou esforços orgânicos de disseminação da cultura chinesa. Dramas de época chineses com conteúdo homoerótico, conhecidos como "boys' love", por exemplo, fizeram um sucesso inesperado no Sudeste Asiático, atraindo o público estrangeiro para a literatura e as artes marciais chinesas. Em 2021, contudo, órgãos reguladores chineses condenaram o gênero por promover uma suposta "estética anormal", interrompendo uma das exportações culturais mais promissoras do país.

Mesmo que Pequim não interfira, o risco econômico maior é que a crescente presença comercial da China aprofunde os problemas que, inicialmente, levaram suas empresas a buscar mercados no exterior. À medida que as companhias chinesas buscam mercados externos para escapar da demanda interna fraca e de guerras de preços ferozes, seu sucesso a curto prazo alivia a pressão sobre os líderes em Pequim para corrigir o modelo de crescimento subjacente do país. Será uma vitória vazia se a expansão das empresas chinesas retardar a tão necessária transição do país para um sistema econômico sustentável, alicerçado em maior produtividade e mais inovação.

LIZZI C. LEE é pesquisadora especializada em economia chinesa no Center for China Analysis do Asia Society Policy Institute.

ERIC OLANDER é editor-chefe do The China-Global South Project.

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