5 de janeiro de 2023

"Lula traz esperança, mas votação de Bolsonaro preocupa", diz Gabriel Boric

Mandatário comenta a eleição do petista em entrevista exclusiva à Folha e fala sobre o aprendizado tido pela geração que chegou ao poder em seu governo

Mônica Bergamo

Folha de S.Paulo

O presidente do Chile, Gabriel Boric, 36, é hoje o mais jovem governante do mundo.

Em dezembro de 2021, quando era um ano mais novo, ele venceu as eleições de seu país, derrotando por 55,9% a 44,1% o candidato da direita, José Antonio Kast —conhecido como o "Jair Bolsonaro chileno".

Sua vitória, e em sequência a de outros governantes de centro-esquerda, como Lula (PT), porém, não o tranquilizam.

Para ele, uma "opção tão anti-humanista como a de Bolsonaro" ter obtido 49,1% dos votos válidos "é motivo de grande preocupação".

"Uma pergunta que temos que nos fazer como esquerda é por que, em que momento, a ideia da rebeldia foi apropriada pela direita no mundo", afirma o presidente chileno.

Boric surgiu no cenário nacional do Chile em 2011, ao liderar protestos estudantis por uma educação gratuita que balançou os alicerces do país.

O Chile até hoje adota um modelo econômico implantado pelo ditador Augusto Pinochet em que saúde e previdência também são privatizadas.

Eleito presidente na esteira dos novos e gigantescos protestos que tomaram o país em 2019, ele empossou um ministério com 14 mulheres e 10 homens. Coordenou ainda o processo de uma Constituinte paritária e presidida por uma professora indígena, a acadêmica mapuche Elisa Loncón.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, durante entrevista à Folha na Embaixada do Chile, em Brasília  - Marlene Bergamo/Folhapress

O texto de nova Constituição proposto pelo colegiado incluía a legalização do aborto e o reconhecimento do país como um estado plurinacional, dando autonomia financeira e política aos indígenas, que passariam a ser regidos por sua própria Justiça.

A população chilena, no entanto, resolveu pisar o freio, derrotando o texto proposto para uma nova Constituição em um plebiscito por 62% dos votos.

Boric foi obrigado a alterar a composição de seu governo e a abrir negociação com setores mais conservadores do país.

Nesta entrevista, concedida em Brasília um dia depois da posse de Lula, ele fala sobre o "aprendizado" que a geração que chegou ao poder em seu governo tem tido na prática. E relembra dos conselhos do ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica, de que é preciso caminhar "passo a passo" para "não desbarrancar".

"Governar sempre é difícil", diz Boric, que prevê uma maior integração entre os países da América do Sul com a chegada de Lula ao poder.

ELEIÇÕES NO BRASIL

Como viu a eleição de Lula? Para nós foi um momento de grande incerteza e de grande esperança. Depois de quatro anos obscuros [de Jair Bolsonaro, do PL], o Brasil volta a ter uma liderança internacional positiva. Temos grandes expectativas de poder construir, junto com Lula e sua experiência, uma agenda regional da América do Sul e da América Latina para o mundo —o que não tem sido fácil nem óbvio.

Mas nem é preciso dizer que o resultado das eleições foi também surpreendente. Precisamos entendê-lo, e não ignorar a alta votação que o candidato derrotado [Bolsonaro] obteve.

Nas eleições de 2006, Lula e [Geraldo] Alckmin [que disputaram a Presidência da República um contra o outro], tiveram somados, no segundo turno, perto de 90% dos votos. E hoje os dois, aliados, chegaram a 51%.

É motivo de preocupação uma opção tão anti-humanista como a de Bolsonaro obter uma votação tão alta.

E isso convida a todos nós, que acreditamos na democracia, a nos questionarmos sobre como estamos atuando. Porque existe uma ameaça que é real. Uma ameaça de quem não acredita na ciência, de quem não acredita na democracia, de quem não respeita os procedimentos mínimos.

O fato de [Bolsonaro] ter saído [do Brasil] e não ter participado de um momento tão importante como a mudança de comando [do país] fala também disso.

É uma falta de respeito à diversidade e à história.

Então, recebemos a eleição de Lula com esperança e muita alegria. E preocupação com o crescimento desses setores anti-humanistas.

O senhor chegou a declarar que se houvesse um golpe no Brasil, haveria reação. Chegou a pensar que a ameaça se concretizaria? Houve uma grande incerteza quando vimos, no dia das eleições, imagens da Polícia Militar [na verdade, da Polícia Rodoviária Federal] parando ônibus de eleitores de Lula no Nordeste.

Depois veio o vergonhoso silêncio de Bolsonaro [que demorou para reconhecer a derrota] e manifestações dos apoiadores dele em frente aos quartéis [do Exército]. Até aos OVNIs pediram ajuda. Tudo isso gerou preocupação.

Mas nós no Chile confiamos muito nas instituições. E no Brasil elas responderam democraticamente, em particular o Supremo Tribunal Federal.

Havia ainda uma confiança muito grande no povo brasileiro. Confiança de que, por sua mobilização, não haveria espaço para algo com essas características [de golpe].

A ESQUERDA

As condições econômicas para os governos de centro-esquerda hoje no continente são mais adversas das que se apresentavam na década de 2000. Por outro lado, eu entrevistei, por exemplo, o ex-presidente da Bolívia Evo Morales. E ele me disse que a nova classe média criada nesses países hoje tem melhores condições de vida, carro, celular. E pensa que tudo sempre foi assim. Faltou politização. O ex-presidente do Equador Rafael Corrêa me disse o mesmo numa entrevista. Governar sempre é difícil. Olhar para o passado com nostalgia e pensar que décadas atrás isso era mais fácil me parece um tanto ingênuo. Diferentes dificuldades foram enfrentadas pelos que governaram naquele momento. Muitos dos países saíam de ditaduras militares. As taxas de pobreza eram muito mais altas.

Os desafios hoje são outros, mas eu não diria que são mais difíceis.

Uma pergunta que temos que nos fazer como esquerda é por que, em que momento, a ideia da rebeldia foi apropriada pela direita no mundo. E como podemos voltar a falar para as grandes maiorias, e não apenas para nichos separados que não conversam entre si.

Acredito que voltar a ter projetos mais inclusivos, em que as grandes classes médias e setores populares possam se sentir representados, e não apenas setores específicos deles, é um desafio muito, muito grande para o futuro próximo.

PROTESTOS NO CHILE

O Chile sempre foi visto no Brasil como um país estável e de sucesso econômico em comparação com outras nações do continente. Inclusive o ministro da Economia de Jair Bolsonaro [Paulo Guedes] chegou a defender o modelo de Previdência Social de vocês, baseado na administração privada dos recursos. É uma péssima ideia. Não façam isso. Não caminhem por aí.

Mas o que aconteceu no país, que de repente enfrentou uma explosão de protestos gigantescos? Não pretendo fazer um contraponto e dizer que antes de nós estava tudo errado no Chile e que agora vai ficar tudo bem.

Se fizermos um balanço, eu diria que é ele bastante positivo. Conseguimos avançar firmemente na superação da pobreza, praticamente acabamos com a mortalidade infantil, temos altos índices de IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], o analfabetismo foi banido, os índices de matrícula nas escolas são altos. As instituições funcionam. E tudo isso nos orgulha.

Mas falta uma maior coesão social. E, do nosso ponto de vista, isso vai acontecer através de uma melhor distribuição da riqueza e do poder.

Nosso governo está trabalhando nisso.

Quais eram os problemas que estavam amortecidos e que emergiram em 2019? Durante muito tempo o Chile foi apresentado como um Jaguar à parte da América Latina. O país é muito integrado mundialmente, com tratados de comércio na região do Pacífico, da Europa, com a América do Norte.

Mas eu, como presidente, reivindico um Chile profundamente latino-americano. E me interessa construir desde a nossa região para o mundo.

Dentro de nosso país existia e segue existindo uma profunda desigualdade.

Os discursos oficiais vendiam uma espécie de paraíso. O [então] presidente [Sebastian] Piñera chegou a dizer que o Chile era um oásis na América Latina semanas antes do estallido social [como é definida a explosão de protestos].

Mas a verdade é que a realidade cotidiana dos homens e mulheres chilenos de classe média baixa segue sendo muito precária.

Direitos sociais que deveriam ser universais e garantidos pelo Estado, como saúde, educação e aposentadorias, foram privatizados.

Houve muitos abusos.

O sistema das AFPs [Administradoras de Fundo de Pensão, que são privadas] fracassou no mais importante, que é entregar às pessoas boas aposentadorias.

Apresentamos uma proposta de reforma ao Congresso que vai incorporar elementos de solidariedade para que tenhamos um sistema de seguridade social, e não um sistema meramente individualista.

DERROTA NA CONSTITUINTE

Os protestos de 2019 desaguaram em uma Constituinte com ampla participação popular. A proposta de Constituição apresentada por ela, no entanto, foi derrotada em um plebiscito. O humor dos chilenos voltou a mudar? A derrota no plebiscito foi clara, contundente e reconhecida plenamente por nós. A maioria dos chilenos quer transformação, mas sem perder o que já foi conquistado. E viu com muita incerteza o que estava sendo proposto.

Portanto, é preciso avançar com mais certeza a partir do que já conquistamos.

É necessário modificar permanentemente as instituições, mas não destruí-las. Não recomeçar de zero.

Tem sido um aprendizado.

Valorizo também o fato de que, no Chile, os problemas e as contradições da democracia são resolvidos com mais democracia.

E todo o arco político chileno redirecionou o processo [para uma outra Constituinte].

Se tudo funcionar bem e se o povo do Chile assim o desejar, teremos uma nova Constituição no final deste ano. O que fala muito, novamente, da maturidade das nossas instituições.

Mas o novo processo terá mais filtros. Em vez de 155 constituintes, serão 50. A nova proposta de Carta Magna passará ainda por uma comissão de especialistas e por outra, técnica. Sim. Será um processo com mais contrapesos.

Nós queríamos uma versão de democracia mais direta. Mas, bem, tivemos o resultado do plebiscito. E não poderíamos insistir exatamente na mesma coisa.

Não podemos pretender ser uma vanguarda sem ouvir os resultados da maioria. E 62% rechaçaram [o texto apresentado de uma nova Constituição].

Como seguimos? Teimo absolutamente em minha posição original? Ou sou capaz de me adaptar à nova realidade e ainda assim atingir o meu objetivo, que é ter uma nova Constituição, democrática e legítima?

Eu, como presidente da República, prefiro um acordo imperfeito do que não ter acordo algum.

Há também a leitura de que o plebiscito foi uma avaliação de seu governo, que saiu derrotado. Não compartilho dessa análise porque fazer plebiscito sobre um governo que começou há seis meses não se sustenta.

Agora, é certo que hoje no Chile existem outras prioridades imediatas e diversas das de 2019: a segurança e o aumento do custo de vida —uma inflação alta da qual o país não tinha mais memória, causada por fatores internos e externos, como a guerra da Ucrânia e o fechamento da China.

E isso mudou o espírito da população, que evidentemente responsabiliza quem está no poder.
Mas, se não somos os responsáveis pelas causas, somos, sim, os responsáveis por enfrentar as suas consequências.

Houve a circulação de muita fake news na época do plebiscito sobre a nova Constituição. Os chilenos votaram com medo? É preciso combater a desinformação porque ela enfraquece a democracia. Mas o resultado foi muito contundente para que tentemos atribuí-lo a uma única causa, dizendo "isso é culpa das mentiras".

As fake news no Brasil vêm tendo um impacto muito grande sobre a vida pública. Vê a possibilidade de o fenômeno ser discutido em nível regional e mundial? Estamos comprometidos em buscar o equilíbrio entre combater a desinformação e assegurar a liberdade de expressão.

Combater a desinformação não pode significar uma espécie de distopia orwelliana, de criar um ministério da verdade para que quem está no poder defina o que é certo e o que não é.

Precisamos de um ecossistema de mídia onde haja uma pluralidade de visões e também um relato de fatos que possam ser certificados.

Nossa porta-voz do governo, Camila Vallejo, iniciou um processo de estudo e debate público sobre o tema que já apresentou na OCDE.

Agora, eu não tenho a receita mágica.

O ex-presidente do Uruguai Jose Pepe Mujica disse ao senhor, depois de sua eleição, que muitas vezes, no governo, é preciso rebaixar os sonhos porque o mais importante é não desbarrancar, não deixar os processos históricos retrocederem. Pepe me disse explicitamente: na esquerda, temos muitas vezes o defeito de querer subir todos os degraus de uma vez. E às vezes nos desbarrancamos.

O importante é subir passo a passo para nunca deixar de avançar.

A arte de governar significa entrar em acordo com quem pensa diferente. Nem sempre se vai conseguir 100% do que se quer.

Nosso norte tem que ser melhorar a qualidade de vida de nosso povo, mais do que ter uma pureza ideológica, imaculada, que é mais própria das religiões do que da política.

É um processo permanente, mas sem perder de vista que chegamos ao poder com um projeto transformador. Que estamos reimaginando a esquerda. Que há muita esperança colocada nisso. Que os processos são, sim, lentos. Mas que todo caminho longo começa com um primeiro passo.

AMÉRICA LATINA

O ex-presidente do Chile Ricardo Lagos disse numa entrevista à Folha que hoje falta maior integração entre os presidentes de países sul-americanos. Contou que na época dele falava três vezes por semana, por exemplo, com Fernando Henrique Cardoso. Imagino que seria difícil para o senhor falar na mesma frequência com Bolsonaro. [Interrompendo] Não recebiam o nosso embaixador. E ele me acusou de queimar o metrô [na campanha eleitoral, ao criticar o apoio de Lula a líderes de esquerda, Bolsonaro disse que o petista "apoiou Boric, que ateou fogo no metrô", em referência falsa aos protestos de 2019].

Como o senhor reagiu ao ler essas declarações? Me pareceu ridículo. E falava mais dele do que de mim.

E sobre a relação entre os países? Eu falo frequentemente com [o presidente argentino] Alberto Fernández, com [o presidente colombiano Gustavo] Petro, com [o presidente boliviano] Lucho [Arce]. E tenho uma relação muito boa, não apenas de cordialidade, com [o presidente paraguaio] Mario Abdo e com [o presidente equatoriano] Guillermo Lasso.

Há uma possibilidade de confiança e cumplicidade hoje na América do Sul, entre todos esses presidentes, que não podemos deixar passar.

É hora de deixarmos os discursos grandiloquentes para começarmos a trabalhar em ações concretas pela integração política e econômica, em infraestrutura e energia. Em como concretizar o corredor bioceânico [que interligaria os litorais dos oceanos Atlântico e Pacífico passando por Chile, Argentina, Paraguai e Brasil], por exemplo.

Vou falar com Lula para que façamos em conjunto uma proposta ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID, para que tenhamos uma linha de ação que estabeleça um colchão comum para a América Latina ante a inflação.

Temos uma agenda ambiciosa.

É muito relevante que a América do Sul, e até mesmo a América Latina —e digo isso para incluir AMLO [o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador], Xiomara [Castro, presidente de Honduras]— possam ter posições conjuntas sobre questões de importância global como a crise climática.

Eu gostaria, e coloco como objetivo, que cheguemos à próxima COP [conferência mundial do clima] com uma posição conjunta, e não cada país por sua conta.

O discurso de Lula nos dá esperança de que isso é possível. Com Bolsonaro não havia nenhuma chance.
É importante ainda que a Venezuela, na medida em que sejam asseguradas as condições democráticas das eleições presidenciais de 2024, também retorne à cena latino-americana. E que se restabeleça uma maior normalidade diplomática para abordarmos a crise migratória daquele país.

A crise na Venezuela seria tão grande se o país não sofresse um boicote econômico? Concordo com parte do enunciado: os bloqueios econômicos acabam punindo mais o povo do que os governantes.

Mas estou interessado em defender com muita veemência o respeito aos direitos humanos, que são avanços civilizatórios e, portanto, não são patrimônio da esquerda nem da direita. Temos que defendê-los estritamente.

Isso vale para Nicarágua, Estados Unidos, Chile, Israel, China. Vale para a Rússia. Não podemos ter um padrão duplo.

Mas jamais se produziu uma crise migratória em que mais de 6 milhões de venezuelanos deixaram seu país em condições tremendamente precárias.

No Chile já recebemos mais de 500 mil venezuelanos, e temos 20 milhões de habitantes. No Brasil, que tem 200 milhões de habitantes, vocês receberam, creio, 350 mil venezuelanos.

Para nós foi um impacto muito grande, bem como para o Peru e a Colômbia. É algo que não vamos resolver apenas dentro de nossas fronteiras nacionais.

VIDA POLÍTICA

Sua namorada, Irina Karamanos, não é mais primeira-dama no Chile, renunciou ao cargo. O que aconteceu? A primeira-dama tem duas dimensões. Ela é a companheira do presidente, e isso evidentemente não vai terminar. Vamos seguir sendo um casal, e Irina continuará me acompanhando nas atividades.

Mas ela tem todo o direito de buscar seu desenvolvimento pessoal e profissional como parecer-lhe conveniente.

Irina quis se afastar do aspecto institucional de primeira-dama, em que ela tinha um escritório no Palácio [de La Moneda, sede do governo do Chile] e seis fundações sob sua responsabilidade —de orquestra juvenil, de artesanato, de reciclagem tecnológica, de jardim de infância, com sete sindicatos e milhares de crianças, e uma fundação cultural.

Ela era presidente dessas fundações apenas pelo fato de ser parceira do presidente.

É muito evidente que uma pessoa, por melhor que seja, não tem competência para presidir seis fundações dessa qualidade.

Elas foram transferidas para um ministério e Irina acabou com a oficina de primeira-dama no Palácio, que existia pelo simples fato de ela ser companheira do presidente.

Irina promoveu uma modernização das instituições para elevar o padrão de funcionamento do Estado.
Agora ela vai retomar a carreira profissional. E vamos continuar sendo companheiros. Ela também é militante e vai seguir contribuindo com nosso projeto político desde outro espaço.

O senhor tem apenas 36 anos. Como é a sua vida pessoal, já que um presidente da República não tem quase uma rotina privada? É possível ter vida.

Mantenho coisas que são muito importantes para mim.

Tenho um trabalho em que tenho que estar permanentemente conectado e alerta.

Mas sempre digo: o presidente que está mais ocupado não é necessariamente o melhor presidente.

É preciso ter momentos para a reflexão, para a distração. Mirar em perspectiva te ajuda a tomar decisões melhores.

Sigo lendo muito, e continuo a desfrutar de momentos íntimos, ao menos uma vez na semana, em torno de um churrasco. Ou vejo o jogo do meu time, o [Universidad] Católica. Vi a Copa do Mundo, foi muito bom.

Torceu pela Argentina ser a campeã? Sim, Argentina. Sem dúvida e sem vergonha. Fiquei muito feliz.

RAIO-X

Gabriel Boric, 36

Descendente de croatas, foi criado em uma família católica na cidade de Punta Arenas. Estudou direito na Universidade do Chile e tornou-se presidente da Federação de Estudantes da instituição em 2011, após protagonizar os protestos chilenos. Com a ida para a política, não chegou a prestar o exame para atuar como advogado.

Estreou como deputado em 2014 e estava em seu segundo mandato como representante da região de Magalhães quando se candidatou à Presidência. Em 2021, foi eleito o mandatário mais novo da história do país.

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