12 de agosto de 2026

Quando as elites tramam a portas fechadas

A história da Sociedade do Profeta Velado — uma sociedade secreta de St. Louis cujas origens estão ligadas à supremacia branca e à repressão da organização dos trabalhadores — oferece um panorama da elite capitalista e de como ela atua para proteger seus próprios interesses.

Andrew Hartman

Uma ilustração do desfile do Veiled Prophet de 1878 em St. Louis. (Missouri Historical Society)

Resenha de The Veiled Prophet: Secret Societies, White Supremacy, and the Struggle for St. Louis, de Devin Thomas O’Shea (Haymarket Books, 2026)

Nas recentes primárias democratas do primeiro distrito congressional do Missouri — que abrange toda a cidade de St. Louis e grande parte do norte do Condado de St. Louis, incluindo Ferguson —, o atual ocupante do cargo, Wesley Bell, contrariou as tendências nacionais ao vencer a disputa com o apoio do American Israel Public Affairs Committee (AIPAC). Embora o apoio do AIPAC tenha se tornado um fardo para muitos candidatos em primárias democratas, Bell derrotou com facilidade a ex-deputada e crítica de Israel, Cori Bush.

Embora o dinheiro injetado pelo AIPAC nas primárias indique que a política do Oriente Médio desempenhou um papel desproporcional na disputa pelo controle de um distrito de maioria negra no Missouri, questões locais profundamente enraizadas pareceram ter mais peso. Isso não surpreende: as carreiras políticas tanto de Bell quanto de Bush começaram em 2014, com os protestos que tomaram conta de Ferguson em resposta ao assassinato de Michael Brown pela polícia. Assim, os apoiadores de Bush não apenas chamaram a atenção para os vínculos de Bell com o AIPAC, mas também para o passado controverso de sua vice-chefe de gabinete, Jordan Blase, como debutante do Profeta Velado. Como disse uma ativista local no Instagram, após encontrar um álbum de fotos na página de Blase no Facebook dedicado ao Baile anual do Profeta Velado, Blase e sua família "frequentam esse baile de supremacistas brancos há décadas".

Que diabos é um "Profeta Velado", você pode se perguntar? E por que o histórico de Blase com essa organização é controverso (embora não o suficiente para virar o jogo a favor de Bush)? Para obter respostas a essas perguntas e a muitas outras sobre a história da elite de St. Louis, recorremos ao novo e fascinante livro de Devin Thomas O’Shea: The Veiled Prophet: Secret Societies, White Supremacy, and the Struggle for St. Louis.

A Reconstrução e a Grande Greve Ferroviária

A Sociedade do Profeta Velado — uma organização supostamente secreta, de membros altamente exclusivos, que promove um desfile anual e um baile de debutantes — foi fundada em 1877 com o objetivo explícito de proteger a burguesia local de um proletariado cada vez mais militante. Não foi coincidência que a Sociedade do Profeta Velado tenha sido criada logo após a Grande Greve Ferroviária de 1877, em meio ao clima de tensão e revolta que ainda fumegava, nem que tenha sido estabelecida em St. Louis, onde os trabalhadores não apenas paralisaram as atividades, mas também se organizaram para assumir o controle da cidade. A Sociedade do Profeta Velado foi formada para destruir o espectro da solidariedade da classe trabalhadora que surgiu momentaneamente no que os contemporâneos chamaram de "Comuna de St. Louis", comparando-a à mais famosa Comuna de Paris de 1871.

A Comuna de St. Louis, liderada pelo efêmero Partido dos Trabalhadores dos Estados Unidos (WPUS) — o primeiro partido marxista do país —, tomou brevemente o poder em East St. Louis, a parte da cidade situada na margem leste do rio Mississippi, que funcionava como um importante entroncamento ferroviário e polo de carga industrial. A Grande Greve Ferroviária, que começou na Virgínia Ocidental e se espalhou por vários estados, interrompendo a circulação de mercadorias em todo o país, foi marcada pela violência. Em resposta aos incêndios provocados pelos trabalhadores nas instalações ferroviárias, as empresas — mobilizando milícias privadas, polícias locais e estaduais, bem como tropas federais — reprimiram a greve com brutalidade, matando cerca de 150 trabalhadores. Ao contrário dos grevistas de outras localidades, os trabalhadores de St. Louis evitaram destruir propriedades, pois seu objetivo era expropriá-las para uso próprio. Eles obtiveram êxito por cerca de uma semana, antes que as forças do capital retomassem o controle da cidade.

A página de rosto do programa do Veiled Prophet Festival de 1883.

Para proteger seus interesses diante de um proletariado combativo, a burguesia de St. Louis criou o ironicamente denominado Comitê de Segurança Pública; diferentemente do comitê revolucionário francês original de mesmo nome, este foi concebido para esmagar — e não defender — direitos republicanos conquistados a duras penas.

“A greve”, escreve O’Shea, “foi uma tentativa de coroar os trabalhadores como os senhores” da enorme riqueza que fluía por St. Louis no século XIX — uma abundância decorrente da localização da cidade ao longo da maior via navegável interior do continente, no cruzamento das fronteiras leste-oeste e norte-sul da nação. "Os interesses financeiros da cidade usaram o racismo, e a boca de um cano de arma, para sufocar esse esforço.

O racismo das elites de St. Louis é central na narrativa de O’Shea. Um dos fatores-chave para o breve sucesso da classe trabalhadora de St. Louis em 1877 foi a solidariedade interracial. E uma das características duradouras da Sociedade do Profeta Velado — formada a partir do Comitê de Segurança Pública e existente até hoje — tem sido a supremacia branca.

O fundador da Sociedade do Profeta Velado, Alonzo Slayback (natural de St. Louis), é uma prova evidente do argumento de O’Shea de que a supremacia branca era o princípio fundador da organização. Slayback foi oficial do Exército Confederado e um convicto defensor da causa do Sul: a escravidão. Após a derrota da Confederação pelos Estados Unidos, Slayback seguiu o notório general confederado Jo Shelby rumo ao sul, até a Cidade do México, onde esperavam escapar da punição por traição.

Um retrato de Alonzo W. Slayback, por volta de 1882.

Shelby, Slayback e seus companheiros buscaram o apoio de um membro da elite reacionária: o Imperador Maximiliano I, arquiduque austríaco que governava o chamado Segundo Império Mexicano. Como membro da classe dominante europeia, Maximiliano estava estreitamente alinhado ao potentado do Segundo Império Francês, Napoleão III (conhecido pela posteridade como alvo de escárnio de Karl Marx — em O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, Marx descreveu a ascensão de Napoleão III, de forma célebre, como uma farsa). O relato de confederados derrotados na Cidade do México buscando ajuda de um monarca europeu prestes a ser executado (Maximiliano foi fuzilado em 1867) é uma das muitas histórias de comportamento desequilibrado comuns aos homens ricos, poderosos e reacionários da Sociedade do Profeta Velado. Essa vulgaridade da elite parecerá familiar aos leitores do século XXI. Das manifestações (supostas) de um nazismo neurótico induzido por cetamina de Elon Musk à obsessão (confirmada) de Peter Thiel pelo Anticristo, o comportamento repugnante é uma característica atemporal de homens ricos, poderosos e reacionários. Só podemos desejar que nossos atuais oligarcas estivessem, assim como seus antecessores confederados, em fuga, buscando abrigo em uma capital estrangeira.

Mal sabia Slayback, ao viajar para o sul da fronteira, que um perdão irrestrito o aguardava em seu retorno. (Um dos maiores erros políticos da história dos EUA foi permitir que aqueles que cometeram traição em defesa da escravidão escapassem tão facilmente das consequências.) Slayback retornou a St. Louis em 1866 e iniciou a prática da advocacia. Ele havia se reintegrado a uma elite americana que, por volta de 1877, desejava virar a página da Guerra Civil e da Reconstrução para focar sua atenção na acumulação de capital. O objetivo primordial da Sociedade do Profeta Velado era proteger a riqueza de seus membros. Manter a hierarquia racial era um objetivo secundário, embora interligado.

Comportamentos repugnantes são uma característica atemporal de homens ricos, poderosos e reacionários.

O Profeta Velado — o misterioso mascote da sociedade, desfilado anualmente diante da plebe de St. Louis — usa uma máscara e uma túnica inspiradas na Ku Klux Klan, que também servem como homenagens ao conto orientalista Lalla Rookh, do poeta irlandês Thomas Moore. O Profeta Velado tinha como objetivo despertar, nas massas trabalhadoras que lotavam as ruas de St. Louis todos os anos para ver a elite desfilar, um sentimento de reverência e assombro. O’Shea descreve o que motivou Slayback e seus pares da elite a conceber tal absurdo:

A Sociedade do Profeta Velado seria um clube carnavalesco onde homens brancos desfilaram seu poder pelas ruas de St. Louis, transmitindo sua mensagem ao proletariado: a de que os americanos são brancos e civilizados, enquanto o resto do mundo é bárbaro e negro; a de que a ameaça da violência das plantations do Sul não havia morrido, mas permanecia latente no cotidiano; e, acima de tudo, a de que o comércio reina soberano e deve operar livremente, sem controles ou restrições.

O mascote frequentemente provocava escárnio e até mesmo raiva, especialmente entre os moradores negros que rejeitavam a nostalgia do desfile em relação à escravidão das plantations. O Profeta Velado era frequentemente alvo de diversos projéteis ao longo do trajeto do desfile.

No entanto, apesar de episódios de resistência — em sua maioria inofensiva — por parte da classe trabalhadora local, a Sociedade do Profeta Velado obteve sucesso, ao que parece, em reverter o republicanismo que havia se estabelecido em St. Louis durante a Guerra Civil e a Reconstrução. As elites reverteram uma sensibilidade radical generalizada, bem expressa por Joseph Weydemeyer — camarada alemão de Marx e participante da Revolução de 1848, além de coronel do Exército da União encarregado de defender St. Louis durante a guerra. Em um ensaio de 1866 que defendia o sufrágio negro, Weydemeyer argumentou que, na luta contra o capital, os trabalhadores precisavam unir forças "independentemente da ascendência a que devessem a cor de sua pele". Ele defendia exatamente aquela formação de uma classe trabalhadora multirracial cuja perda seria mais tarde lamentada por W. E. B. Du Bois em sua obra monumental de 1935, Black Reconstruction in America.

Rumo ao Século XX

Em uma espécie de intervalo na narrativa do livro, O’Shea conta uma história fascinante que se revela uma reviravolta dramática. Em 13 de outubro de 1882, Slayback invadiu o escritório de John A. Cockerill, editor do St. Louis Post-Dispatch. O ex-general confederado estava indignado com o tratamento agressivo que o jornal dispensava a seu sócio e colega da Sociedade do Profeta Velado, James Broadhead, que concorria a um cargo público local. Slayback chegou furioso e armado, mas Cockerill agiu primeiro, atirando e matando-o. Convencidas de que o jornalista havia agido em legítima defesa, as autoridades locais jamais o indiciaram por crime algum.

O fundador da Sociedade do Profeta Velado foi declarado morto aos quarenta e quatro anos. Mas a organização secreta não pereceu com ele. O rei morreu; viva o rei.

À medida que a trajetória da Sociedade do Profeta Velado avança para o século XX, conhecemos o crescente prestígio do grupo durante a era de sua "parente próxima", a segunda Ku Klux Klan, quando o clube "atraía a atenção de presidentes, e magnatas como Jay Gould sentiam-se compelidos a comparecer ao baile". Conhecemos também o contexto mais amplo de St. Louis e de sua mão de obra industrial segregada e facilmente explorada — elementos intrínsecos a uma violência racial persistente que, por vezes, explodia em episódios extremos, como o pogrom racial de 1917, que deixou cerca de 150 moradores negros mortos.

Um dos fatores-chave para o breve sucesso da classe trabalhadora de St. Louis em 1877 foi a solidariedade interracial. Uma das características duradouras da Sociedade do Profeta Velado tem sido a supremacia branca.

A resistência à Sociedade do Profeta Velado foi, na melhor das hipóteses, esporádica, ganhando força real apenas na década de 1930 — um período em que a organização estava mais "profundamente desconectada da realidade" do que o habitual. Até então, o clube havia atuado como um símbolo da unificação da elite e da fragmentação da classe trabalhadora. No entanto, na era do Congresso de Organizações Industriais (CIO) — quando até mesmo o Partido Comunista dos EUA, normalmente um tabu, experimentava um rápido crescimento —, tornou-se mais difícil para uma burguesia envelhecida e venal (exatamente o tipo que compunha a Sociedade do Profeta Velado) preservar seu controle hegemônico sobre a cultura política. Ainda assim, em St. Louis, tal como em outras partes dos Estados Unidos, a classe dominante adaptou-se às novas circunstâncias.

Um dos melhores indicadores de que a antiga elite permanecia dominante — mesmo durante a era do pós-guerra e do auge do fordismo — era a forma como ela ditava os termos da renovação urbana, uma tendência que estava em voga nas cidades americanas do pós-guerra. As políticas de renovação urbana transformaram St. Louis, mas não para melhor, especialmente para a classe trabalhadora negra.

Um retrato de 1947 de Clark Clifford, então conselheiro de Harry S. Truman.

Várias rodovias recém-construídas cortaram o coração da cidade, eliminando bairros historicamente negros. Um enorme conjunto habitacional, o Pruitt-Igoe, abriu suas portas em 1954 para milhares de moradores desalojados e empobrecidos, apenas para ser demolido após duas décadas de grave abandono. Isso não quer dizer que um projeto de habitação pública seja, por natureza, uma má ideia. Mas os bens públicos precisam de cuidados se quiserem ser, bem, bons. Enquanto isso, à medida que o Pruitt-Igoe era deixado à míngua, a Sociedade do Profeta Velado retomava as celebrações da alta sociedade, destacando seu baile anual, no qual as filhas mais afortunadas de seus membros eram homenageadas como "noivas do Profeta Velado".

Outro sinal de que a Sociedade do Profeta Velado — uma entidade inerentemente reacionária — mantinha sua influência, mesmo no auge do liberalismo americano, ocorreu quando o presidente Harry Truman, natural do Missouri, levou consigo um contingente da Veiled Prophet para Washington, D.C. O mais notável entre eles era Clark Clifford, que ajudou a fundar a Agência Central de Inteligência (CIA) em 1947. Clifford viria a servir em várias administrações democratas, inclusive, por um breve período, como secretário de Defesa de Lyndon B. Johnson. Outro membro da Sociedade do Profeta Velado, Tom Dooley, atuou como espião no Sudeste Asiático antes da Guerra do Vietnã. Dooley ganhou notoriedade como autor do panfleto anticomunista Deliver Us from Evil — uma suposta desconstrução de Ho Chi Minh que, na verdade, era uma invenção total.

Durante a Guerra Fria, a Sociedade do Profeta Velado havia integrado o que C. Wright Mills denominou "a elite do poder": a rede interligada de figuras influentes dos setores governamental, empresarial e militar que governavam os Estados Unidos e, por extensão, grande parte do mundo.

A classe dominante precisa de sociedades secretas?

The Veiled Prophet Society é um livro divertido e informativo, especialmente para obcecados como eu, que nunca se cansam de ler sobre a luta de classes americana — ainda que essa luta quase nunca penda a favor da classe trabalhadora. No entanto, a análise central de O’Shea depende excessivamente da suposição de que a Sociedade do Profeta Velado exerceu um papel de agente histórico decisivo.

Esse clube — não tão secreto assim — oferece um vislumbre da elite capitalista e de como ela opera para proteger seus interesses. Ele não é um mecanismo — ou, pelo menos, não o mecanismo — de defesa da hierarquia capitalista moderna. O livro de O’Shea é excelente ao descrever as estranhas manifestações da luta de classes americana sob a perspectiva das elites, que tinham muito a ganhar com a manutenção das estruturas capitalistas. Contudo, a existência de uma sociedade secreta em si — mesmo uma tão enraizada em um local específico — não constitui uma prova irrefutável. Não há conspiração alguma além da grande conspiração do capitalismo, conhecida por nós desde que Marx e Friedrich Engels escreveram sobre as "novas condições de opressão" no Manifesto Comunista.

Sociedades secretas e clubes de elite semelhantes dificilmente são necessários para a dominação contínua da classe dominante.

A habilidade de O’Shea em contar histórias, aliada à sua análise um tanto heterodoxa, fica evidente em sua especulação — feita sem muita convicção — de que a Sociedade do Profeta Velado poderia ter sido responsável pelo assassinato de Martin Luther King Jr.; uma hipótese que chegou a ser investigada pelo Comitê Especial da Câmara sobre Assassinatos no final da década de 1970, mas foi descartada. O’Shea admite, a contragosto, que as evidências ligando o clube ao assassino James Earl Ray — que passou um tempo considerável em St. Louis e nasceu nas proximidades — são, na melhor das hipóteses, especulativas. No entanto, ele também sugere que essa conexão é verdadeira da mesma forma que uma boa ficção é verdadeira. "Faz sentido", escreve ele, "que uma narrativa tenha se desenvolvido em torno de King e do Profeta. Um é a realeza da luta afro-americana; o outro, o monarca da implacável elite empresarial branca; duas entidades em guerra pela alma da América".

O movimento pelos direitos civis em St. Louis acuou a Sociedade do Profeta Velado com uma campanha de pressão constante. O clube de elite reagiu cancelando seu desfile — que havia se tornado um alvo fácil de críticas e protestos — e passando a organizar uma feira anual à sombra do Gateway Arch. Atrações musicais inofensivas, vendedores de comida genérica e muita Budweiser substituíram a figura do Profeta Velado e sua carga racista. Com o tempo, os organizadores chegaram a abandonar o nome Sociedade do Profeta Velado, numa tentativa do clube de ocultar sua identidade controversa como patrocinador do evento. Os esforços da sociedade para melhorar sua imagem também levaram a iniciativas graduais para diversificar seu quadro de membros. O primeiro integrante negro foi admitido no clube fundado por Alonzo Slayback no início da década de 1980.

Em 2014, ano dos protestos de Ferguson, a Sociedade do Profeta Velado já não passava de uma sombra do que fora um dia. E, no entanto, a elite mantém firme o controle de St. Louis e de praticamente todas as outras cidades americanas. A esquerda vive um momento melhor do que há algum tempo, mas o capitalismo está longe de ser ameaçado. Sociedades secretas e clubes de elite semelhantes dificilmente são necessários para a manutenção do domínio da classe dominante. Uma pergunta que o livro de O’Shea levanta é: será que algum dia foram?

Colaboradores

Andrew Hartman leciona na Illinois State University e é o autor, mais recentemente, de Karl Marx in America.

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