1 de setembro de 2016

A crise do Antropoceno

por John Bellamy Foster

Monthly Review

E é por nos mantermos na obscuridade sobre a natureza
da sociedade humana – entendida como oposta à natureza em geral –
que agora nos deparamos (assim me asseguram os cientistas implicados)
com a possível destruição completa deste planeta,
mal ele se converteu no lugar em que vivemos. 
Bertolt Brecht[1]
Tradução / O Antropoceno, visto como uma nova Era geológica que substituiu o Era Holocena nos últimos 10 a 12 mil anos, representa o que tem sido chamado uma “brecha antropogênica 2” na história do planeta. Introduzido formalmente no debate científico e ambiental contemporâneo pelo climatologista Paul Crutzen em 2000, ele surge da noção segundo a qual os seres humanos tornaram-se a força emergente primária a afetar o futuro do sistema Terra. Embora normalmente identificado com as origens da Revolução Industrial, no final do século XVIII, é provável que o Antropoceno tenha eclodido no final dos anos 1940 ou 50. Evidências científicas recentes sugerem que o período a partir de 1950 mostra um grande pico e marca a Grande Aceleração nos impactos humanos sobre o ambiente, e que os traços mais dramáticos da brecha antropogênica são encontrados na chuva de radionuclídeos desencadeada pelos testes com armas nucleares 3.

Proposto desta forma, o Antropoceno pode ser visto como correspondente, grosso modo, à emergência do movimento ambientalista moderno, cujas origens estão nos protestos liderados por cientistas contra os testes nucleares sobre a superfície, após a II Guerra Mundial – e que emergiu como um movimento mais amplo em seguida à publicação de Primavera Silenciosa [Silent Spring], de Rachel Carson, em 1962. O livro de Carson foi logo seguido, nos anos 1960, pelos primeiros alertas, de cientistas soviéticos e norte-americanos, sobre um aquecimento global acelerado e irreversível 4. É esta inter-relação dialética entre a aceleração ao Antropoceno e o avanço de um imperativo ambientalista radical, em resposta, que constitui o tema central do maravilhoso livro novo de Ian Angus. Sua capacidade de oferecer perspectivas sobre o Antropoceno como um novo patamar de interação entre sociedade e natureza, produzido por uma mudança histórica; e sobre como os novos imperativos ecológicos tornaram-se uma questão central diante de nós no século XXI são o que faz Facing the Anthropocene [Diante do Antropoceno, em tradução provisória] tão indispensável.

Hoje parece provável que o Antropoceno será associado em particular, na ciência, à era pós-II Guera Mundial. Apesar disso, como em todas os grandes pontos de virada da História, houve sinais de picos menores, em etapas anteriores do percurso, a partir da Revolução Industrial. Isso reflete o que o filósofo marxista István Mészáros chama de “dialética da continuidade e descontinuidade”, que caracteriza todos os processos emergentes na história 5. Embora o conceito de Antropoceno tenha emergido completamente apenas com a concepção científica moderna de sistema Terra, e que suas bases físicas sejam cada vez mais identificadas com a Grande Aceleração após a II Guerra Mundial, esta era foi prefigurada por noções anteriores, que surgiram de pensadores cujo foco estava nas mudanças dramáticas provocadas, na interface entre seres humanos e natureza, a partir do capitalismo – entre elas, a Revolução Industrial, a colonização do mundo e a era dos combustíveis fósseis.

“A natureza, a natureza que precedeu a história humana”, destacaram Karl Marx e Frederik Engels já em 1845, “não existe mais (exceto talvez em algumas ilhas de coral de origem recente)”6. Visões similares foram apresentadas por George Perkins Marsh, em Man and Nature, de 1864, dois anos antes de que Ernst Haeckel cunhasse a palavra ecologia, e três anos antes de Marx publicar o primeiro volume de O Capital, com sua advertência sobre o abismo metabólico na relação entre humanidade e natureza 7.

Foi apenas no último quarto do século XIX e no início do XX, porém, que apareceu o conceito chave da biosfera, a partir do qual nossa noção moderna de sistema Terra iria se desenvolver. O marco mais notável é a publicação de A Biosfera, do geoquímico soviético Vladimir I Vernadsky, em 1926. “Vernadsky desmantelou, de maneira notável, a fronteira rígida entre organismos vivos e um ambiente não vivo, descrevendo a globalidade da vida bem antes que o primeiro satélite enviasse fotografias da Terra a partir de sua órbita”, escrevem Lynn Margulis e Dorian Sagan em What is Life 8.

A aparição do livro de Vernadsky coincidiu com a primeira introdução do termo Antropoceno (junto com Antropogene), por seu colega, o geólogo soviético Aleksei Pavlov, que costumava se referir a um novo período geológico no qual a humanidade seria a principal condutora da mudança geológica planetárias. Como Vernadsky observou em 1945, “A partir da noção do papel geológico do ser humano, o geólogo A.P. Pavlov (1854-1929) costumava falar, nos últimos anos de sua vida, da era antropogênica, na qual vivemos agora. (…) Ele enfatizou com razão que o ser humano, sob nossos próprios olhos, está se tornando uma força geológica poderosa e crescente. (…) No século XX, o ser humano conheceu e abarcou toda a biosfera, pela primeira vez na história da Terra, completou o mapa geográfico do planeta e colonizou toda a sua superfície” 9.

Simultaneamente ao trabalho de Vernadsky sobre a biosfera, o bioquímico soviético Alexander Oparim e o biólogo social britânico J.B.S Hadane desenvolveram independentemente, nos anos 1920, a teoria da origem da vida, conhecida como a “teoria da sopa primitiva”. Conforme sintetizado pelos biólogos Richard Levins e Richard Lewontin, da Universidade de Harvard, “a vida emergiu originalmente de matéria inanimada [o que Haldane descreveu, de mondo notório, como uma “sopa quente diluída”], mas esta origem tornou impossível sua ocorrência contínua, porque os organismos vivos consomem as moléculas orgânicas complexa necessárias para recriar a vida de novo. Além disso, a atmosfera rarefeita (desprovida de oxigênio livre) que existia antes do início da vida foi convertida, pelos próprios organismos vivos, em outras, rica em oxigênio reativo”. Deste modo, a teoria de Oparin-Haldane explicou pela primeira vez como a vida pode ter-se originado de matéria inorgânica, e por que o processo não poderia se repetir. Igualmente significativo, a vida, que emergiu desta maneira bilhões de anos atrás, poderia ser vista como criadora da biosfera, por meio de um complexo processo de co-evolução.10

Foi Rachel Carson, em seu discurso paradigmático “Our Polluted Environment” [“Nosso Ambiente Contaminado”], que introduziu o conceito de ecossistema entre o público norte-americano. Ela expressou de forma eloquente a perspectiva ecológica e a necessidade de levá-la em conta em todas as nossas ações. “Desde o início do tempo biológico”, escreveu ela, 

estabeleceu-se a interdependência mais próxima possível entre o ambiente físico e a vida que ele sustenta. As condições na jovem Terra produziram a vida; então, a vida modificou imediatamente as condições da Terra, de forma que este único ato extraordinário de geração espontânea não poderia se repetir. De uma forma ou de outra, a ação e interação entre a vida e seus entornos mantém-se desde então. 
Penso que este fato histórico tem significado não apenas acadêmico. Uma vez que o aceitemos, percebemos que não podemos fazer, impunemente, ataques repetidos ao ambiente como os atuais. Qualquer estudante sério da história do planeta sabe que nem a vida, nem o mundo físico que a mantém, existem em pequenos compartimentos isolados. Ele reconhece, ao contrário, a extraordinária unidade entre os organismos e o ambiente. Por esta razão, sabe que substâncias danosas liberadas no ambiente retornam com o tempo, para criar problemas para a humanidade. 
O ramo da ciência que lida com estas inter-relações é a Ecologia.. Não podemos pensar no organismo vivo isolado; nem podemos pensar no ambiente físico como um ente separado. Os dois existem juntos, cada um agindo sobre o outro para formar um ecossistema ecológico complexo.11

No entanto, apesar da visão ecológica integrada apresentada por figuras como Carson, os conceitos de Vernadsky sobre a biosfera e os ciclos biogeoquímicos foram por muito tempo subestimadas no Ocidente – devido às concepções reducionistas que prevaleciam na ciência ocidental e, também, ao fundo soviético que havia nestes conceitos. Os trabalhos científicos soviéticos eram bem conhecidos dos cientistas do Ocidente e foram frequentemente traduzidos, nos anos da Guerra Fria, por publicações científicas e mesmo pelo governo dos EUA – ainda que, de modo incompreensível, A Biosfera, de Vernadsky não tenha sido traduzido ao inglês até 1998. Era uma necessidade, já que, em alguns campos como a climatologia, os cientistas soviéticos estavam bem à frente de seus pares norte-americanos. Porém, este intercâmbio científico mais amplo, que atravessava as fronteiras da guerra Fria, foi raramente transmitido ao público mais amplo, entre o qual o conhecimento das conquistas soviéticas em tais áreas praticamente inexistia. Ideologicamente, portanto, o conceito da biosfera parece ter caído, por largo período, sob uma espécie de interdição.

Ainda assim, a biosfera assumiu o centro do palco em 1970, com uma edição especial da revista Scientific American sobre o tema 12. Mais ou menos à mesma época, o biólogo socialista Barry Commoner advertiu, em The Closing Cicle, sobre asa vastas mudanças na relação humana com o planeta, a partir da era atômica e da emergência dos processos modernos na química sintética. Commoner chamou a atenção novamente para os alertas precoces sobre a ruptura ambiental dos ciclos da vida, expressa na discussão de Marx sobre a quebra do metabolismo do solo13.

Em 1972, Evgeni Fedorov, um dos principais climatologistas do mundo e membro do Presidium do Soviete Supremo da União Soviética, assim como o principal apoiador soviético da análise de Commoner (autor das “Notas de Conclusão” à edição russa de seu livro) declarou que o mundo teria de livrar-se dos combustíveis fósseis. “Um aumento na temperatura da Terra é inevitável se não nos decidirmos a usar, como fontes de energia, a radiação solar direta e a energia hidráulica das ondas e do vento, e preferirmos obter energia de combustíveis fósseis” ou reações nucleares.14Para Fedorov, a teoria de Marx sobre o “metabolismo entre a humanidade e a natureza” constituía a base metodológica para uma abordagem ecológica da questão do sistema Terra 15. Foi nos anos 1960 e 70 que os climatologistas na União Soviética e Estade os Unidos encontraram as “evidências” – nas palavras de Clive Hamilton e Jacques Grinevald – de um “metabolismo mundial”.16

O avanço das análises do sistema Terra nas décadas seguintes sofreu também o forte impacto das visões de fora, que emanavam das primeiras missões espaciais. Conforme escreveu Howard Odum, um dos principais responsáveis pela criação da ecologia dos sistemas, em Environment, Power and Society:

Podemos iniciar uma visão dos sitemas da Terra por meio do telescópio de um astronauta muito acima do planeta. A partir de um satélite em órbita, a zona de vida da Terra parece muito simples. A fina camada de água e ar que cobre o planeta – a biosfera – está limitadea no interior por sólidos densos e no exterior pelo quase vácuo do espaço… A partir do céu, é fácil falar de equilíbrios gasosos, balanços energéticos ao longo de milhões de anos, e da magnífica simplicidade do metabolismo total da delgada casca exterior da Terra. Com a exceção do fluxo de energia, a biosfera é, em sua maior parte, um sistema fechado em que os materiais circulam e são reutilizados. 17

“O mecanismo de mega-crescimento” que ameaça este “metabolismo total”, continuou Odun, “é o capitalismo”18. O conceito atual de Antropoceno reflete portanto, por um lado, um reconhecimento crescente do papel – em rápida aceleração – dos motores antropogênicos, na ruptura dos processos biogeoquímicos e dos limites planetários do sistema Terra; por outro um duro alerta de que o mundo está sendo catapultado, sob as lógicas atuais, para uma nova etapa ecológica – bem menos capaz de manter a diversidade biológica e uma civilização humana estável.

Ao articular estes dois aspectos do Antropoceno – o geológico e o histórico, o natural e o social, o clima e o capitalismo – num visão única e integrada, é a principal conquista de Facing the Antrhopocene. Ian Angus demonstra que, se não interrompido, o “capitalismo fóssil”, é um trem desgovernado, que conduzirá a um apartheid ambiental planetário e ao que o grande historiador marxista E.P. Thompson chamava de um possível estágio histórico do “extremismo”. Neste, as condições de existência de centenas de milhões, ou bilhões de pessoas, mudarão dramaticamente, a as próprias bases da vida como a conhecemos serão ameaçadas. Além disso, tudo isso tem como fonte o que Odum chamou de “capitalismo imperial”, que ameça as vidas das populações mais vulneráveis do planeta num sistema de desigualdade global forçada 19.

Tamanhos são os perigos, diz Angus que apenas um enfoque novo, radical das ciências sociais (e, portanto da própria sociedade) – uma abordagem que leve a sério a advertência de Carson sobre o risco de solapar os processos vivos da Terra e receber o troco – pode nos oferecer as respostas de que precisamos na era do Antropoceno. No que diz respeito a esta mudança, fazê-la “amanhã é tarde demais”20.

Mas a ciência social dominante, que serve à ordem social dominante e aos grupos no poder, ajudou até agora a obscurecer estes temas, preferindo jogar seu peso em favor de medidas paliativas, e soluções mecanicista como os mercados de carbono e a geoengenharia. É como se a resposta à crise do Antropoceno pudesse ser consistente – dos pontos de vista econômico e tecnológico – com um novo avanço da hegemonia do Capital sobre a Terra e seus habitantes. Isso, a despeito do fato de a acumulação presente do capital estar na raiz do problema. O resultado é projetar o mundo em direção a perigos ainda maiores.

O necessário, como alternativa é reconhecer que a lógica de nosso modo de produção atual – o capitalismo – é o que bloqueia o caminho para a criação de um mundo de desenvolvimento humano sustentável, que transcenda o desastre em espiral que, de outra forma, aguarda a humanidade. Para salvar-nos, precisamos criar uma lógica socioeconômica distinta, que conduza a diferentes fins humano-ambientais – uma revolução ecossocialista em que as grandes multidões da humanidade participem.

Mas não há riscos implícitos numa mudança tão radical? Todas as tentativas de derrocar o sistema de produção atual, e o uso de energia associado a ele não resultarão em grandes batalhas e sacrifícios? Há alguma certeza de que seremos capaes de criar uma sociedade de desenvolvimento humano sustentável, como concebem os socialistas do tipo de Ian Angus? Não seria melhor equivocar-se pelo negacionismo que pelo “catastrofismo”? Não deveríamos esperar para agir, até que saibamos mais?

Aqui pode ser útil citar o grande dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht, num poema didático:

A parábola de Buda sobre a casa em chamas
Gautama, o Buda, ensinou
A doutrina da roda da cobiça, à qual estamos atados, e aconselhou
Livrar-se de toda cobiça e assim
Sem ambição penetrar no Nada, que ele denominou Nirvana.
Perguntaram-lhe então um dia seus alunos:
Como é esse Nada, mestre? Todos nós queremos
Livrar-nos de toda cobiça, como nos aconselhas, dize-nos porém
Se esse Nada, no qual então penetraremos
É talvez como o ser-um com tudo criado
Ao deitar-se alguém na água, corpo leve, ao meio-dia
Sem pensamentos quase, com preguiça deitado na água, caindo
No sono, mal sabendo então que puxa a coberta
Afundando rapidamente. Se esse Nada, portanto
É assim contente, um bom Nada, ou se esse teu Nada
É simplesmente um Nada, frio, vazio, sem sentido.
Longamente silenciou o Buda, e disse então displicente:
Nenhuma resposta para vossa pergunta.
Mas à noite, quando haviam partido
Sentado ainda sob o pé de fruta-pão, contou o Buda aos outros
Aos que não haviam perguntado, a seguinte parábola:
Há pouco tempo vi uma casa. Queimava. A chama
Lambia o telhado. Aproximei-me e notei
Que ainda havia pessoas dentro. Cheguei à porta e gritei-lhes
Que o telhado estava em fogo, incitando-as assim
A sair rapidamente. Mas as pessoas
Pareciam não ter pressa. Uma delas me perguntou
Enquanto o calor lhe chamuscava a sobrancelha
Se não soprava o vento, se não havia uma outra casa
E coisas assim. Sem responder
Afastei-me novamente. Estes, pensei
Têm que queimar, até parar de fazer perguntas. Em verdade, amigos
Àquele que ainda não sente o chão bastante quente
Para trocá-lo por qualquer outro, em vez de lá ficar, a este
Nada tenho a dizer. Assim fez Gautama, o Buda.
Mas também nós, não mais ocupados com a arte de suportar
Antes ocupados com a arte de não suportar, e apresentando
Sugestões várias de natureza terrena, e aos homens ensinando
A desvencilhar-se dos tormentadores humanos, achamos que àqueles que
À vista dos iminentes esquadrões de bombardeiros do Capital gastam tempo a perguntar
Como pensamos em fazer isto, como imaginamos aquilo
E o que será de suas economias e de seus trajes de domingo após uma reviravolta
Nada temos a dizer.[21]

O capitalismo e o meio ambiente global alienado que o sistema produziu constituem hoje nossa “casa em chamas”. Os ecologistas hegemônicos em geral preferem, diante deste dilema monstruoso, ir pouco além de contemplá-lo, observando e fazendo pequenos ajustes ao que os rodeia, enquanto as chamas lambem o telhado e toda a estrutura ameaça entrar em colapso. Trata-se, em vez disso, de mudar, de reconstruir a casa da civilização com princípios arquitetônicos diferentes, criando um metabolismo mais sustentável entre a humanidade e o planeta. O nome do movimento para conseguir isso, que surge dos movimentos socialistas e ecologistas radicais, é Ecossocialismo, e Facing the Anthropocene é seu manifesto mais atualizado e eloquente

Notas:

[1] Bertolt Brecht, Brecht on Theatre (New York: Hill and Wang, 1964), 275

[2] Clive Hamilton e Jacques Grinevald, “Was the Anthropocene Anticipated?”Anthropocene Review 2, no. 1 (2015): 67.

3 Paul J. Crutzen e Eugene F. Stoermer, “The Anthropocene,”Global Change Newsletter, 1º/5/2000, 17; Paul J. Crutzen, “Geology of Mankind,”Nature 415, no. 6867 (2002): 23; Colin N. Waters et al., “The Anthropocene Is Functionally and Stratigraphically Distinct from the Holocene,”Science 351, no. 6269 (2016): 137, 137, 2622-1–2622-10.

4 Spencer Weart, “Interview with M. I. Budyko: Oral History Transcript,” March 25, 1990, http://aip.org ; M. I. Budyko, “Polar Ice and Climate,” em J. O. Fletcher, B. Keller, and S. M. Olenicoff, eds.,Soviet Data on the Arctic Heat Budget and Its Climatic Influence (Santa Monica, CA: Rand Corporation, 1966), 9–23; William D. Sellars, “A Global Climatic Model Based on the Energy Balance of the Earth Atmosphere System,”Journal of Applied Meteorology 8, no. 3 (1969): 392–400; M. I. Budyko, “Comments,”Journal of Applied Meteorology 9, no. 2 (1970): 310.

5 István Mészáros,The Power of Ideology (New York: New York University Press, 1989), 128.

6 Karl Marx and Frederick Engels,Collected Works, vol. 5 (New York: International Publishers, 1976), 40

7 George P. Marsh, Man and Nature (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1965); Frank Benjamin Golley,A History of the Ecosystem Concept in Ecology (New Haven, CT: Yale University Press, 1993), 2, 207; Karl Marx,Capital, vol. 1 (London: Penguin, 1976), 636–39;Capital, vol. 3 (London: Penguin, 1981), 949.

8 Lynn Margulis and Dorion Sagan, What Is Life? (New York: Simon and Schuster, 1995), 47; Vladimir I. Vernadsky,The Biosphere (New York: Springer, 1998). O conceito de biosfera, introduzido originalmente pelo geólogo francês Edward Suess em 1875, foi muito mais desenvolvido por Vernadsky e acabou associado basicamente a ele.

9 Vladimir I. Vernadsky, “Some Words about the Noösphere,” en Jason Ross, ed.,150 Years of Vernadsky, vol. 2 (Washington, D.C.: 21st Century Science Associates, 2014), 82; E. V. Shantser, “The Anthropogenic System (Period),” enThe Great Soviet Encyclopedia, vol. 2 (New York: Macmillan, 1973), 140. O artigo de Shantser introduziu a palavra “Antropoceno” no idioma inglês.

10 Richard Levins and Richard Lewontin, The Dialectical Biologist (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1985), 277; A. I. Oparin, “The Origin of Life,” en J. D. Bernal,The Origin of Life (New York: World Publishing, 1967), 199–234; and J. B. S. Haldane, “The Origin of Life,” en Bernal,The Origin of Life, 242–49.

11 Rachel Carson, Lost Woods (Boston: Beacon, 1998), 230–31

12 G. Evelyn Hutchinson, “The Biosphere,”Scientific American 233, no. 3 (1970): 45–53.

13 Barry Commoner,The Closing Circle: Nature, Man, and Technology (New York: Knopf, 1971), 45–62, 138–75, 280.

14 E. Fedorov citado em Virginia Brodine,Green Shoots, Red Roots (New York: International Publishers, 2007), 14, 29. Ver também E. Fedorov, Man and Nature (New York: International Publishers, 1972), 29–30; John Bellamy Foster, ” Late Soviet Ecology and the Planetary Crisis,”Monthly Review 67, no. 2 (June 2015): 9; M. I. Budyko, The Evolution of the Biosphere (Boston: Reidel, 1986), 406. Os apelos de figuras proeminentes, como Fedorov, a uma resposta mais rápida e radical diantes dos problemas ambientais foram basicamente ignorados pelo Estado soviético, com resultados trágicos.

15 Fedorov, Man and Nature, 146.

16 Hamilton and Grinevald, “Was the Anthropocene Anticipated?” 64.

17 Howard T. Odum, Environment, Power, and Society for the Twenty-First Century (New York: Columbia University Press, 2007), 3.

18 Odum, Environment, Power, and Society, 263

19 E. P. Thompson, Beyond the Cold War (New York: Pantheon, 1982) 41–80; Rudolf Bahro,Avoiding Social and Ecological Disaster (Bath, UK: Gateway, 1994), 19; Odum,Environment, Power, and Society, 276–78.

20 Rolf Edburg and Alexei Yablokov,Tomorrow Will Be Too Late (Tucson, AZ: University of Arizona Press, 1991).

[21] Bertolt Brecht, Poemas (1913-1956), Editora Braziliense, São Paulo, 1986

Nenhum comentário:

Postar um comentário