21 de agosto de 2019

Na Rússia, a luta está viva

O regime autoritário de Vladimir Putin diz oferecer ordem em vez do caos pós-soviético. Mas a dura repressão das manifestações da oposição mostra o seu medo do crescente descontentamento popular.

Ilya Matveev

Jacobin

Uma vista geral da Catedral de São Basílio na Praça Vermelha em 6 de agosto de 2013 em Moscou, Rússia. Mark Kolbe / Getty

Tradução / No dia 3 de agosto, as ruas gentrificadas do centro de Moscovo encheram-se de jovens indignados em protesto contra o afastamento do candidatos independentes das eleições para o parlamento da cidade. A polícia agiu depressa para dispersar a manifestação. Quando um grupo de manifestantes tentou fugir, foram encaminhados para um beco sem saída. Alguns conseguiram chegar junto a um prédio de escritórios. Outros defenderam as suas posições no terreno, acabando por ser violentamente detidos por polícias encapuzados e equipados com a farda de choque.

Nas últimas semanas realizaram-se protestos semelhantes todos os sábados na capital russa. Alguns foram “permitidos” pelas autoridades e atraíram grandes multidões. O maior até à data foi o de 10 de agosto e juntou 60 mil pessoas. Contudo, nos restantes sábados os protestos foram “não-autorizados” e brutalmente dispersos pela polícia de choque e a Guarda Nacional. Embora os protestos sejam pacíficos, têm de enfrentar o uso indiscriminado da força. O resultado foram cerca de três mil detenções de curta duração, várias centenas de prisões administrativas até 30 dias, e treze pessoas acusadas de participação em motins (um crime punido com penas até oito anos de prisão).

Se por vezes pensamos que os russos são passivos face a um regime autoritário, na verdade os confrontos alastraram-se pelo país. A norte, na região de Arkhangelsk, a população acampou na floresta por vários meses em protesto contra a construção de um aterro que traria consequências desastrosas para o ecossistema local. Em Ecaterimburgo, uma grande cidade nos Montes Urais, os cidadãos venceram uma batalha prolongada com a Igreja Ortodoxa Russa, que pretendia construir uma catedral num sítio atualmente ocupado por um jardim (tipicamente, a Igreja aliou-se aos magnatas locais; a catedral integrava um grande projeto imobiliário que incluía escritórios e apartamentos de luxo). Os operadores dos guindastes em Kazan organizaram uma greve sobre salários e condições de segurança no trabalho. A luta abrangeu toda a cidade, ao juntarem-se ativistas que contestavam a construção de uma incineradora de resíduos e pessoas que compraram casas e se sentiam enganadas pelos promotores dos projetos imobiliários.

Confrontado com os protestos a crescer e a legitimidade a diminuir, o regime abandonou cada vez mais a mecânica complicada da “democracia controlada”, recorrendo à repressão e à propaganda grosseira. A 27 de julho, enquanto a polícia reprimia brutalmente os manifestantes em Moscovo, as televisões mostravam o espetáculo sinistro de Vladimir Putin a inspecionar majestosamente uma parada naval em São Petersburgo. Com o seu apego ao imaginário pós-moderno do esplendor imperial, as autoridades parecem estar quase deliberadamente a recriar a atmosfera da Rússia do início do século XX, com uma elite alheada a governar uma população descontente.

O Putinismo aos 20: não há margem de manobra

No seu núcleo central, o regime de Putin foi sempre o domínio da classe dos super-ricos. Em troca de não afrontarem politicamente Putin, os oligarcas conseguiram manter e alargar os seus impérios privatizados. Também conseguiram as reformas neoliberais de que necessitavam, como o novo Código Laboral que basicamente proíbe as greves. Desde meados da década passada, a elite dos negócios teve de arranjar lugar para os correligionários de Putin, na sua maioria antigos membros dos serviços de segurança, que tomaram conta do setor público da economia. Esses dois grupos de elite continuam a ser os principais beneficiários da ordem político-económica russa.

Foi com esta base que se ergueu a superestrutura da “democracia controlada”. Os aparelhos políticos regionais que emergiram nos anos 1990 foram obrigados a centralizar-se para produzirem maiorias eleitorais convincentes para Putin e a Rússia Unida, o partido do poder. Poucas forças políticas foram autorizadas a existir enquanto “oposição sistémica”: inofensivas, embora parte necessária da fachada democrática. Entre essas forças, o Partido Comunista tinha a maior organização no terreno. Contudo, o seu papel não se distinguiu na prática dos outros partidos “sistémicos”: absorver o descontentamento e criar mais estabilidade para o regime. Através de uma série de purgas, a liderança do partido viu-se livre de todos os dissidentes esquerdistas. Isso permitiu ao partido desempenhar o seu papel de oposição a fingir, basicamente traindo vezes sem conta o núcleo duro do seu eleitorado, composto por idosos patriotas soviéticos.

A “democracia controlada” funcionou como esperado nos anos 2000. A partir de uma base pequena, e aproveitando fatores como a desvalorização da moeda, preços altos do petróleo e a facilidade de acesso ao crédito nos mercados internacionais, a economia andava a todo o vapor. Depois dos traumáticos anos 1990, a população recolheu-se à vida privada para sarar as suas feridas. O contraste com a caótica primeira década da história da Rússia pós-soviética, sempre sublinhada pelos media controlados pelo Kremlin, foi suficiente para instituir um largo apoio passivo ao regime.

A oposição “não-sistémica”, ou seja, autêntica, era infimamente pequena. Os seus comícios nunca juntaram mais de umas centenas de pessoas. As autoridades ainda cometem erros, como a reforma dogmaticamente neoliberal das pensões de reforma em 2005, que provocaram protestos espontâneos de massas por todo o país. No entanto, a abundância de lucros do petróleo permitiu-lhes afogar esses erros em dinheiro.

A crise económica de 2008-2009 foi o primeiro sinal de alerta para o Putinismo. Ela mostrou a principal vulnerabilidade da economia russa face às flutuações do preço do petróleo e a volatilidade dos mercados de capitais internacionais. Contudo, as reservas acumuladas permitiram ao governo implementar um enorme programa de estímulos (e através dele salvar os oligarcas], e os preços do petróleo voltaram a subir, impulsionando a economia de novo para o crescimento.

O próximo desafio era político. Apesar do crescimento económico, o apoio ao regime encolheu em 2010-2011. Uma razão para isso foi o fracasso das autoridades no pós-crise em transformar uma economia primitiva e dependente do petróleo, apesar do governo de Dmitry Medvedev ter prometido um amplo programa de “modernização”. Em 2008, Putin teve de abandonar a presidência devido ao limite constitucional de dois mandatos consecutivos. Colocou no seu lugar o politicamente fraco Medvedev, ocupando ele próprio o cargo de primeiro-ministro. Em novembro de 2011, Putin anunciou de repente o seu regresso à presidência. Embora muitos já o esperassem, a forma abrupta e perentória como fez o anúncio ainda enfureceu muita gente. Depois de verificarem enquanto observadores eleitorais ou assistirem a fraudes eleitorais descaradas no Youtube, as pessoas vieram para a rua, lançando o maior movimento de oposição na Rússia desde o início dos anos 1990.

A força do movimento, que teve o seu ponto alto no fim de 2011 com cem mil participantes, foi uma surpresa para as autoridades. A era da apatia política generalizada das massas tinha acabado. Após alguma hesitação, as autoridades responderam com uma onda de repressão parecida com a que assistimos hoje, a par de uma ofensiva ideológica. O Kremlin abraçou várias causas nacionalistas, conservadoras e tradicionalistas, aproximando-se dos populistas de direita em todo o mundo — de facto, ficou tão próximo que procurou até apoiá-los, organizá-los e liderá-los.

No entanto, esta solução não deu provas de eficácia no plano interno. As pessoas continuaram a sair às ruas e os índices de apoio ao governo continuaram a trajetória descendente ao longo de 2012 e 2013. Ainda por cima, no fim de 2012 a economia abrandou apesar do alto preço do petróleo, entrando num período de estagnação do qual ainda não saiu.

A razão mais provável é o subinvestimento acumulado. No período anterior, era suficiente relançar e modernizar as fábricas da era soviética para atingir o crescimento. Mas no fim dos anos 2000, essa escolha estava esgotada. Após um adiamento temporário trazido pela crise, a economia logo atingiu o limite da capacidade produtiva. E os magnatas converteram os seus lucros inesperados em propriedades de luxo em Londres, não em grandes projetos de investimento na Rússia.

Os acontecimentos de 2014 tanto ajudaram o Kremlin como acentuaram os seus problemas a longo prazo. A anexação da Crimeia resultou no apoio nacionalista ao regime mesmo quando a estagnação deu lugar à recessão e o governo aplicou duras medidas de austeridade (recebendo por isso elogios do FMI). O fluxo interminável de propaganda colou à oposição a etiqueta de pró-ucranianos, “traidores à pátria” e “quinta coluna”. No fim, isso pareceu dar resultado: a resistência política ao regime enfraqueceu, embora não por muito tempo.

Em 2017, as denúncias do ativista da oposição Alexei Navalny sobre a corrupção de Dmitri Medvedev, que atraíram até ao momento 31 milhões de visualizações no Youtube, provocaram nova onda de protestos. Por essa altura, Navalny tornou-se o líder incontestado da oposição “não-sistémica”. Ao contrário de outras figuras liberais que tinham muitas vezes tendências elitistas, ele adotou uma mensagem abertamente populista do “povo” contra a “elite”. As suas investigações meticulosas e inovadoras da corrupção ao mais alto nível mostraram ser o veículo perfeito para comunicar essa mensagem, dando-lhe fundamento e autenticidade. No entanto, como outros populistas, Navalny não presta contas aos seus apoiantes e o seu movimento é extremamente centrado no líder. Além disso, por trás da essência populista, as suas políticas oscliam entre esquerda e direita. Recentemente incorporou alguns temas de esquerda, atacando os oligarcas não apenas pelas suas ligações corruptas com o regime, mas também pelos salários de miséria praticados nas suas empresas. Contudo, a sua retórica também não está isenta de nacionalismo. Embora as declarações abertamente xenófobas dos primeiros tempos tenham ficado para trás, ainda defende apertar as regras na fronteira com os países da Ásia Central.

O ambiente de 2017 era diferente do de 2011-2012. Anos de crise e de queda do rendimento real colocaram no centro das atenções o confronto com a elite absurdamente rica e corrupta, dando ainda mais força à mensagem de Navalny. Além disso, a nova geração que participou nos protestos cresceu não nos apáticos anos 2000, mas nos politizados anos 2010. O interesse pela política é cad vez mais comum por entre a juventude.

Apesar das tentativas de Navalny para fazer um boicote, a máquina eleitoral ainda garantiu uma votação de 77% para Putin em 2018. Mas logo após as eleições o governo apresentou a parte final do seu programa de austeridade: aumentar a idade de reforma dos 55 anos para os 60 para as mulheres e dos 60 anos para os 65 para os homens. Os estrategas políticos do Kremlin acharam, e bem, que a reforma das pensões seria a medida mais impopular do governo nas últimas décadas, talvez mesmo desde a chegada de Putin ao poder em 1999. A reforma foi cuidadosamente agendada para coincidir com o início do novo ciclo político e o Mundial de Futebol de 2018, acolhido pela Rússia. Mesmo assim, teve um efeito direto e poderoso: o “consenso da Crimeia”, já ferido pelos protestos de 2017, acabou. As sondagens, que também valem o que valem num regime autoritário, mostram que os índices de aprovação tinham recuado aos níveis pré-Crimeia. A propaganda do governo perdeu muito do seu impacto: as pessoas cansaram-se do frenesim nacionalista frenético na TV.

A estratégia do Kremlin para avançar com a reforma das pensões foi a de tentar proteger tanto quanto possível a figura de Putin. Isso obrigou a sacrificar tanto o governo como o partido Rússia Unida. Os parlamentos regionais tiveram de aprovar declarações a expressar o explicitamente o seu apoio à reforma, causando ainda mais danos ao partido do poder. O resultado foi que muitos aparelhos regionais não resistiram à pressão, apesar da manipulação e fraude eleitoral: a Rússia Unida perdeu quatro eleições para governador, um resultado sem precedentes. O nome do partido tornou-se tóxico: candidatos pró-Kremlin esconderam o nome do partido e assumiram-se como independentes sempre que possível. A situação não melhorou em 2019, quando teve lugar uma nova ronda de eleições regionais, incluindo a eleição para o parlamento de Moscovo.

Protestos em Moscou: mobilização de base e política eleitoral

As eleições de Moscovo foram sempre um quebra-cabeças para o regime. Enquanto Yuri Luzkhov, o edil de Moscovo entre 1992 e 2010, tinha construído um aparelho político especialmente poderoso e verticalizado, a cidade viu crescer gradualmente um forte eleitorado com pendor liberal. Em 2013, Alexei Navalny desafiou o sucessor de Luzkhov, Sergey Sobyanin, na corrida à autarquia e obteve 27% dos votos . Sobyanin escapou por uma unha negra a ter de disputar uma segunda volta, tudo graças a uma descarada fraude eleitoral. Nas eleições municipais de 2017, várias forças da oposição conseguiram eleger 200 representantes, 15% do total. As assembleias municipais representam o nível mais baixo do poder na Rússia. Especialmente em Moscovo, têm ainda menos influência. Apesar disso, os deputados da oposição mergulharam nos problemas mundanos dos seus bairros, criando laços com a população da cidade.

O declínio generalizado da popularidade do partido Rússia Unida no último ano foi particularmente sentido em Moscovo, graças às suas tendências liberais. Foi com este pano de fundo que as autoridades tiveram de se preparar para as eleições do parlamento da cidade, a Duma de Moscovo. As eleições terão lugar a 8 de setembro.

No contexto da crise política em curso, as autoridades decidiram nomear todos os seus candidatos como independentes, escondendo a sua filiação no Rússia Unida. Só isso chega para dar uma pista dos problemas do regime em Moscovo. Mas a falta de apoio do Rússia Unida não é o único desafio de Sobyanin. A oposição apresentou candidatos em cerca de um terço dos 45 círculos eleitorais da cidade. Alguns pertencem à equipa de Navalny, outros são políticos liberais, muitos deles com experiência autárquica. A esquerda tem o seu próprio candidato num desses bairros, Sergey Tsukasov. Trata-se de um deputado municipal com ligações profundas à população local, que goza do apoio de muitas organizações de esquerda como o Movimento Socialista Russo, organização que junta algumas dezenas de membros em Moscovo e cujo líder, o famoso poeta e músico Kirill Medvedev, também concorreu (mas sem sucesso) às eleições municipais de há dois anos.

Confrontadas com esta conjuntura, as autoridades da cidade não tinham muita escolha. Acabaram por escolher o caminho da escalada máxima no confronto. Todos os candidatos da oposição foram impedidos de se apresentarem à eleição. Isso provocou mobilização nas ruas, a maior desde 2011-2012. A resposta foi extremamente repressiva: prisões em massa e acusações de crimes. Navalny também está sob prisão administrativa [NT: foi libertado a 23 de agosto, ao fim de 30 dias preso]. É bem provável que dezenas de pessoas sejam condenadas a penas de prisão efetiva. Mas na altura em que escrevo, os protestos continuam.

Além disso, as autoridades não chegaram a resolver o seu problema eleitoral. Após todos os candidatos terem sido impedidos de participar na eleição, Navalny e outras figuras proeminentes apelaram aos seus apoiantes para votarem no candidato mais bem colocado fora da lista do Kremlin. Ironicamente, na maior parte dos círculos isso significa apoiar o candidato do Partido Comunista. Receando represálias do Kremlin, o partido fez tudo o que pôde para se distanciar dos manifestantes — apesar deles praticamente lhe oferecerem dezenas de milhares de votos com aquela declaração de apoio. Contudo, enquanto o partido no seu conjunto deverá continuar a ser profundamente subserviente ao regime, alguns dos seus candidatos podem ganhar o gosto pela ação política independente.

Alternativas estratégicas para a esquerda

Os protestos atuais em Moscovo têm vantagens e desvantagens para a esquerda. Por um lado, a sua ligação à política municipal de base está em linha com a estratégia e experiência dos grupos socialistas na cidade nos últimos anos. Mas por outro lado — e isto deve ser dito sem rodeios — os protestos têm algumas tendências de classe. A geografia do voto liberal em Moscovo está altamente correlacionada com os preços do imobiliário, comprovando que é normalmente a classe média que vota contra o Rússia Unida e em candidatos da oposição como Navalny.

Mesmo assim, a maior parte dos grupos da esquerda decidiram marcar presença nos protestos, incluindo a Frente de Esquerda de Sergey Udaltsov, apesar da sua recente viragem em relação à “esquerda patriótica” pró-Donbass. A razão é simples: justamente graças à influência da esquerda, o movimento tem a oportunidade de alargar a sua base social — e assim tornar-se mais eficaz. No plano local, a esquerda em Moscovo destaca as desigualdades no acesso à educação e cuidados de saúde, a par da corrupção municipal que prejudica os bairros das classes trabalhadoras.

Na sua busca pelo estatuto de “cidade global”, o governo de Moscovo investiu forte nas zonas centrais gentrificadas, embora tenha deixado quase ao abandono o setor do apoio social. Em 2014, a implacável restruturação neoliberal dos serviços municipais de saúde deu origem a protestos de masas, com a esquerda a tornar-se parte importante do movimento anti-austeridade. Essas experiências, bem como a experiência da luta contra a reforma das pensões, deram o mote à atual estratégia da esquerda e à plataforma eleitoral de Tsukasov.

Como o Movimento Socialista Russo (MSR) declara num comunicado, “Hoje lutamos não apenas por eleições justas, mas pela participação das massas na política — com a ajuda de eleições, greves, comícios e todas as formas de auto-organização… A tarefa da esquerda é não apenas apoiar incondicionalmente o movimento popular, mas também trazer aos protestos a exigência de justiça social, e a retirada completa do grande capital do poder. O MSR apela a todas as forças democráticas, sindicatos livres e movimentos de proteção urbana e ambientalistas para a coordenação das suas ações, a ampliação do alcance geográfico dos protestos e a solidariedade mútua”.

Fissuras no muro

A atual crise política em Moscovo é apenas a última manifestação da crescente fraqueza do governo. O aparelho político da “democracia controlada” debate-se com cada vez mais fracassos. Além disso, a oposição especializou-se em combinar protestos de rua e orientação estratégica de voto para causar o máximo impacto político.

Apesar disso, no seu estado enfraquecido, o regime é mais perigoso que nunca. Não hesita em usar qualquer grau de intimidação ou simplesmente esmagar qualquer protesto em vez de o integrar. Tais táticas costumam tornar o autoritarismo menos estável e resiliente a longo prazo, mas a um custo enorme para os membros dos movimentos de oposição. A luta na Rússia traz tragédia e dor, mas os seus participantes não perdem a tenacidade e a esperança.

Sobre o autor

Ilya Matveev é um investigador e docente em São Petersburgo, na Rússia. É editor fundador do Openleft.ru e membro do grupo de investigação Laboratório Público de Sociologia.

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